Fórum Econômico Mundial se centrará em problemas globais
Organizadores querem aproveitar o encontro para conscientizar a comunidade internacional sobre riscos mundiais, como meio ambiente e terrorismo.
Davos, que reunirá entre os dias 24 e 28 de janeiro, na Suíça, 2,4 mil empresários e políticos de todo o mundo, ainda adverte que, por baixo do otimismo dos mercados e do crescimento das economias, existe um risco cada vez maior e para qual o mundo deve se preparar. Para os organizadores do evento, fatores como meio ambiente, petróleo, desequilíbrios fiscais e terrorismo podem ter um importante impacto nas economias.
Os alertas contrastam com agenda positiva tradicionalmente adotada pelo Fórum Econômico nos últimos anos e, contraditoriamente, o aproxima da agenda do Fórum Social, que este ano ocorre no Quênia. As advertências ainda são feitas curiosamente em um ano em que se prevê mais um crescimento do PIB mundial.
Mesmo assim, os organizadores de Davos querem aproveitar o encontro para "conscientizar a comunidade internacional sobre os riscos".
"Enfrentamos um mundo cada vez mais esquizofrênico. Nosso mundo está rapidamente mudando e o poder geopolítico está mudando de mãos, em termos de negócios e mesmo no mundo virtual. Poder, riqueza e bem estar estão espalhados de uma forma complexa, gerando um mundo cada vez mais difícil de se entender", afirmou Klaus Schwab, fundador do Fórum.
Segundo ele, porém, uma solução para os riscos que o mundo enfrenta não pode ser encontrada se a mudança na equação de poder entre os países e dentro das sociedades não forem considerados. Não por acaso, uma série de reuniões em Davos serão dedicadas aos países emergentes e o crescimento de economias fora do eixo Estados Unidos, Europa, Japão. Na avaliação de Schwab, novos centros de poder estão surgindo, como China, Rússia, Brasil e Índia, e o G8 já não daria resposta sozinho aos problemas.
"Estamos passando de um cenário com uma só potência para uma realidade com vários pólos de poder", afirmou Schwab.
Participação do Brasil
Os desafios para o crescimento da economia brasileira estarão no centro da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Fórum Econômico Mundial, que ocorre na semana que vem em Davos, na Suíça, e que terá como tema principal a "mudança na equação de poder". Lula deverá anunciar o que pretende fazer em seu segundo mandato.
Lula será cobrado a dar explicações sobre o que fará para o Brasil crescer a taxas mais elevadas. Davos confia que um novo pacote de medidas será anunciado pelo governo no início da próxima semana. Nesse caso, o evento se tornará numa oportunidade para que o presidente brasileiro explique aos empresários estrangeiros o que pretende fazer para tirar o Brasil de uma posição incômoda de penúltimo colocado no ranking de crescimento da ONU para 2007.








