Governo cria EXIM Brasil como subsidiária do BNDES
O conjunto de ações de apoio ao setor exportador anunciado hoje (5/5)
pelo Governo Federal inclui duas importantes medidas relacionadas ao
BNDES. A primeira delas é a criação da Agência de Crédito à Exportação
do Brasil S.A (EXIM Brasil), uma agência de crédito à exportação que vai
centralizar e ampliar os esforços do governo no apoio ao setor
exportador. Paralelamente, o BNDES será o administrador do Fundo
Garantidor de Comércio Exterior (FGCE), um instrumento de natureza
privada que será responsável por prestar garantia às operações do EXIM
Brasil.
Com o EXIM Brasil, o país ganhará uma instituição
dedicada exclusivamente a apoiar o setor exportador, com foco
diferenciado. O objetivo é robustecer as vendas externas brasileiras,
ampliando as oportunidades de acesso ao mercado internacional para
produtos e serviços de alto valor agregado, fabricados e originados em
nosso país.
O órgão será uma subsidiária integral do BNDES e
aproveitará toda a estrutura existente em sua Área de Comércio Exterior,
bem como a carteira de operações do Banco. Atualmente, esta carteira
atinge cerca de US$ 13 bilhões em operações, sendo que há ainda US$ 20
bilhões em projetos que estão em perspectiva.
Segundo o
presidente do BNDES, Luciano Coutinho, com o EXIM a estrutura de
financiamento à exportação será simplificada, “para dar mais agilidade e
competitividade às operações comerciais”.
Ele afirmou que o
EXIM Brasil poderá fazer operações que encontram, atualmente,
dificuldades de financiamento no mercado. Citou como exemplo as vendas
de equipamentos pesados de energia, locomotivas, navios, sondas e
aeronaves.
Coutinho disse que a carteira e a estrutura já
existentes permitirão que a transição para o EXIM Brasil ocorra sem
nenhuma descontinuidade na realização de operações.
A nova
empresa será constituída por meio da adaptação da Finame – Agência
Especial de Financiamento Industrial, subsidiária do BNDES. “Não haverá
aumento de custo, uma vez que estamos utilizando estrutura existente no
BNDES”, disse Coutinho. A nova subsidiária, assim como o BNDES, terá sua
sede operacional no Rio de Janeiro.
Já o FGCE será administrado
pelo BNDES, de forma segregada do EXIM Brasil. A Área de Crédito do
BNDES será responsável pela análise de risco das operações da nova
agência de crédito, assegurando rigor na análise e segregação em relação
às atividades do EXIM Brasil.
O patrimônio inicial do Fundo
será de R$ 2 bilhões, atingindo potencial de garantias consideravelmente
maior, de acordo com a alavancagem que será definida. Devido ao seu
caráter privado, o FGCE não estará sujeito a contingenciamento
orçamentário, permitindo agilidade na concessão de garantias.
Fonte: www.desenvolvimento.gov.br - 07/05/2010








