Governo estuda formas para segurar o crédito
O governo está convencido de que a elevação dos juros e o comprometimento com o superávit fiscal serão insuficientes para conter a inflação. Em razão disso, estuda medidas para restringir o crédito, sobretudo nos financiamentos de eletrodomésticos e carros, que hoje podem ser adquiridos com empréstimos de mais de cinco anos para quitação.
A redução do prazo dos financiamentos, porém, é um dos dilemas a serem enfrentados pela equipe econômica, dado o impacto que causará no consumidor de baixa renda, o mais beneficiado com a ampliação das linhas de crédito. "O consumidor terá de escolher se compra uma geladeira nova ou o que vai dentro dela", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a um interlocutor no início desta semana.
Walter Machado de Barros, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), considera que a elevação dos juros e a seletividade na concessão de crédito são uma boa combinação para gerenciar as pressões inflacionárias.
A6(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(São Paulo e Brasília)
Fonte: http://gazetamercantil.com.br








