Imposto cairá para setores afetados pelo câmbio
O Ministério da Fazenda estuda nova rodada de desoneração tributária para os setores de têxteis e confecções, calçados e móveis, além das indústrias automotiva e naval.
Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecerá linhas de financiamentos para impulsionar a produção de tais segmentos. Alguns destes setores reclamam da suposta perda de competitivida com a valorização do real.
- Tanto o BNDES como o Ministério do Desenvolvimento trabalham para fazer arranjos produtivos melhores - disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. - Esses setores são emergenciais.
Segundo o ministro, as indústrias de vestuário e têxtil, calçados e móveis serão contemplados porque precisam de instrumentos para aumentar a competitividade. Os desafios desses segmentos são a queda do dólar e a concorrência dos produtos chineses. A indústria automotiva precisa de financiamentos para ampliar a capacidade de produção, que está perto do limite. Já a indústria naval receberá financiamentos porque os estaleiros estão ocupados com as encomendas da Transpetro.
O alívio de impostos para os setores que mais empregam deixará uma conta a ser paga, ao que tudo indica, pelos segmentos menos intensivos em mão-de-obra. Entre as medidas, as alíquotas da contribuição patronal para a previdência social poderão variar de setor a setor conforme a importância de cada um para o emprego, acrescentou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Enquanto ganham as empresas de vestuário, calçados e têxteis, perde a indústria extrativa, responsável por apenas 2,1% de todo o emprego industrial, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A indústria brasileira emprega 5,4 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE. Têxtil, vestuário, calçados e máquinas e equipamentos respondem por mais de um terço dos trabalhadores.
Fonte: Fernando Exman - jbonline.terra.com.br








