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Impostos são principal obstáculo ao crescimento

De acordo com pesquisa da FGV, em 2º lugar na lista ficou o quesito "outros"; seguido por infra-estrutura deficiente; taxa de juros e ambiente político interno.

A carga tributária continua sendo apontada pelos empresários como principal fator limitativo do crescimento sustentado da economia brasileira. É o que mostra a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou nesta terça-feira a pesquisa Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação - Quesitos Especiais. Esse levantamento é um recorte especial da sondagem divulgada em janeiro e que inclui perguntas sobre os obstáculos à expansão da economia e projeções sobre a capacidade de produção.

De acordo com a FGV, do total de 1.105 empresas informantes, 65% apontaram os tributos como principal obstáculo à expansão da economia. Essa resposta também teve a primeira posição na mesma pesquisa em igual período no ano passado. Porém, recebeu porcentuais menores em 2006 (49% dos entrevistados); e em 2005 (60% dos pesquisados).

Em segundo lugar, na lista de maiores obstáculos ao crescimento, está o quesito "outros" (12%); seguido por infra-estrutura deficiente (10%); taxa de juros (8%) e ambiente político interno (5%).

No caso desse último, a FGV destacou que, na passagem de 2006 para 2007, houve diminuição no porcentual de respostas que citaram o ambiente político interno como obstáculo. Em 2006, 8% dos pesquisados apontaram esse fator como limitativo. Porém, no mesmo período, cresceu a fatia de entrevistados que apontaram como obstáculo a infra-estrutura deficiente, que em 2006 foi lembrada por 6% do total dos entrevistados.

Na pesquisa, a FGV também informou as projeções dos empresários para expansão da produção. Permaneceu em 8% a estimativa de alta na capacidade de produção para 2007 - mesmo porcentual apontado em igual período em 2006. Porém, quando questionados sobre a estimativa de alta de produção para o triênio 2007/2009, a estimativa é de 19% na alta de produção - sendo que a projeção de aumento na capacidade para o triênio anterior, de 2006/2008, era de 17%.

O levantamento foi feito entre 2 e 31 de janeiro deste ano, em 24 Estados.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/fev/13/67.htm

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