Indicadores industriais ficam praticamente estáveis em junho, diz CNI
As vendas reais apresentaram ligeira alta de 0,30% em relação ao mês anterior, já descontados fatores sazonais. Em relação a junho do ano passado, as vendas caíram 3,75%.
No segundo trimestre, as vendas reais tiveram alta de 0,39% sobre o primeiro. A CNI lembra que o número de dias úteis foi menor entre abril e junho deste ano na comparação com 2005 e que a Copa do Mundo teve efeitos negativos.
No primeiro semestre, as vendas caíram 1,49% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o pessoal empregado teve alta de 1,42%.
Já em junho o pessoal empregado na indústria teve leve baixa de 0,01% e as horas trabalhadas na produção caíram 0,04%.
No segundo trimestre, o número horas trabalhadas na produção teve uma alta de 1,88% em relação aos três primeiros meses deste ano.
Esse indicador é apontado pelos técnicos da CNI como uma sinalização do comportamento da própria produção industrial. Foi o primeiro crescimento trimestral dos últimos 12 meses, segundo a CNI.
Flávio Castelo Branco, economista da CNI, disse que os números mostram que a economia está "mais ou menos de lado", já que alguns indicadores apresentam ligeira alta, outros ligeira baixa e também há indicadores em estabilidade.
Ele afirmou que a economia não consegue entrar em um ritmo de crescimento mais forte porque há incertezas sobre a capacidade logística do país e em relação aos juros e carga tributária.
De acordo com a CNI, apesar da estabilidade os indicadores do segundo trimestre são positivos em relação aos primeiros três meses deste ano.
A unidade de política econômica da CNI também informou que o aumento das horas trabalhadas observado no último trimestre não elevou significativamente o índice de capacidade instalada da indústria.
Em junho, a indústria utilizava 82,3% de sua capacidade, contra 81,8% em maio.
Isso significa, ainda de acordo com a CNI, que não há sinais de gargalos para a oferta de produtos diante de um possível aumento da produção.
O boletim Indicadores Industriais destaca ainda que o emprego industrial está próximo ao observado no primeiro semestre de 2005.
Na avaliação da CNI, as vendas industriais têm crescido estimuladas pelo consumo interno, pela expansão da massa salarial e benefícios sociais e pela queda dos juros.
PATRÍCIA ZIMMERMANN
Fonte: www.folha.uol.com.br








