Indústria brasileira: ainda presente no mapa mundial, mas até quando?
Em seu último relatório anual – Industrial Development Report 2005, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) analisa o desempenho da indústria mundial na última década e meia.
A posição
brasileira no produto industrial mundial mostra-se decrescente ao longo
do tempo: era de 2,5% em 1990, o mesmo percentual de 1993; 2,3% em 2002
e 2,1% em 2003.
Em seu
último relatório anual – Industrial Development Report 2005, a
Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO)
analisa o desempenho da indústria mundial na última década e meia.
O relatório ressalta que, embora os países industrializados ainda
respondessem por 73% do valor agregado da indústria de transformação
(MVA, na sigla em inglês) do globo em 2002, houve considerável aumento
da participação dos países em desenvolvimento, superando 23% no mesmo
ano (contra quase 16% em 1990), com destaque para os países do Leste e
Sudeste da Ásia. Em contraste, a América Latina e a África Subsaariana
perderam terreno.
Note-se que a posição brasileira no produto industrial mundial
mostra-se decrescente ao longo do tempo: era de 2,5% em 1990, o mesmo
percentual de 1993; 2,3% em 2002 e 2,1% em 2003. Mas, dado que o país
experimentou uma relativa desindustrialização nesse mesmo período,
constitui um fato digno de registro que ainda apareça no mapa da
indústria mundial, figurando entre as dez maiores economias
industriais. O Brasil ocupava a 9ª posição em 2002 e em 2003, caindo
uma posição com relação a 1990.
É a dimensão relativa que aqui também conta para avaliar o retrocesso
da indústria brasileira. No contexto das economias em desenvolvimento,
a China se destaca por ter triplicado sua expressão no produto
industrial global, partindo em 1990 de uma participação um pouco abaixo
da brasileira (2,2%). Alcançou 6,6% em 2002 (6,9% em 2003), com isso
conquistando a quarta posição no ranking das dez maiores economias
industriais, quando em 1990 era apenas a nona colocada (atrás do
Brasil).
Antes da China, a Coréia do Sul já havia suplantado a indústria
brasileira: em 1990, sequer aparecia entre os dez maiores parques
industriais; em 1993, detinha a nona posição atrás do Brasil com
participação de 2,2%; em 2002 já era a sétima economia industrial (3,3%
do MVA mundial), posição mantida em 2003.
Ou seja, o Brasil vem acumulando reveses na corrida industrial mundial,
embora a participação que ainda ostenta no contexto internacional
autorize o país a nutrir expectativa de que possa bloquear a situação
de baixo dinamismo industrial e buscar uma maior aproximação com o
desenvolvimento da indústria em nível global.








