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Indústria cresce em apenas seis de 14 regiões pesquisadas, diz IBGE

Ao longo de 2006, a produção industrial avança de forma discreta, mas permanente, segundo o instituto. De acordo com o IBGE, os locais que registraram as maiores expansões até outubro foram influenciados pela manutenção do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação.

A produção industrial mostrou crescimento em apenas seis das 14 regiões pesquisadas em outubro ante setembro, revela pesquisa do IBGE, que leva em conta a série com ajuste sazonal.

Goiás apresentou a maior expansão, com avanço de 5,1%, e foi seguida por Paraná (2,3%), Rio de Janeiro (1,7%) e São Paulo (1,5%), que concentra 40% da indústria de transformação do país.

Já Pernambuco (0,6%) e a região Nordeste (0,5%) também apontaram aumento na produção, mas ficaram abaixo da média nacional de 0,8%. Por outro lado, Santa Catarina (-0,4%), Minas Gerais (-0,6%), Ceará (-0,9%), Bahia (-1,0%), Espírito Santo (-1,3%), Pará (-1,4%), Rio Grande do Sul (-2,8%) e Amazonas (-4,6%) tiveram queda de setembro para outubro.

Ao longo de 2006, a produção industrial avança de forma discreta, mas permanente, segundo o instituto. De acordo com o IBGE, os locais que registraram as maiores expansões até outubro foram influenciados pela manutenção do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação, particularmente as commodities (minérios de ferro, açúcar, celulose e produtos siderúrgicos), além de outros com forte presença da fabricação de automóveis e de computadores.

No acumulado no ano, as taxas positivas alcançaram 12 locais. Acima da média nacional estão Pará (14,6%), Ceará (8,8%), Espírito Santo (7,0%), Pernambuco (5,3%), Minas Gerais (4,1%), Bahia (4,0%), região Nordeste (3,9%) e São Paulo (3,7%).

Em sentido contrário, acumulando perdas na produção frente a igual período de 2005, figuraram Paraná (-2,9%), Amazonas (-2,6%) e Rio Grande do Sul (-2,5%).

No confronto entre outubro e o mesmo mês do ano passado, a produção industrial foi positiva em todos os locais, à exceção do Amazonas (-8,1%). Esse perfil de expansão, que atinge 13 dos 14 locais, não era observado desde maio de 2005.

O Ceará (12,4%) e Pernambuco (11,2%) encabeçam as maiores altas. Pará (9,7%), Espírito Santo (9,1%), região Nordeste (6,0%), São Paulo (5,9%) e Goiás (5,6%) também registraram avanço na produção.

Os demais resultados foram: Minas Gerais (3,5%), Paraná (2,8%), Bahia (2,3%), Santa Catarina (1,6%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Rio de Janeiro (0,9%).

Em outubro, a indústria do Amazonas apresentou recuo de 4,6% em relação ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado negativo consecutivo, período em que acumulou queda de 5,9%. Em relação ao mesmo mês de 2005, o índice também foi negativo (-8,1%).

Na comparação com outubro de 2005, os decréscimos na fabricação de telefones celulares e de rádios foram os principais destaques no segmento de Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicação.


Rio Grande do Sul

Em outubro, a indústria do Rio Grande do Sul recuou 2,8% frente a setembro, na série livre dos efeitos sazonais, após crescer três meses consecutivos, período em que acumulou um acréscimo de 4,8%. Na comparação com igual mês do ano anterior houve expansão de 1,5%. Os indicadores para períodos mais abrangentes, acumulados no ano e nos últimos 12 meses, prosseguiram apresentando redução, ambas de 2,5%.

O indicador mensal da indústria gaúcha mostra crescimento de 1,5%, apoiado nos desempenhos positivos de nove dos 14 ramos pesquisados. Os principais impactos positivos vieram de Alimentos (9,2%), Refino de Petróleo e Produção de Álcool (14,4%) e de Veículos Automotores (9,0%). As maiores contribuições negativas na média geral da indústria foram observadas em Máquinas e Equipamentos (-12,8%) e em Calçados e Artigos de Couro (-6,3%).

A indústria gaúcha, no indicador acumulado janeiro-outubro, apresentou queda de 2,5%, com retração em oito das 14 atividades pesquisadas, das quais destacaram-se Máquinas e Equipamentos (-17,8%), Calçados e Artigos de Couro (-8,3%) e Produtos de Metal (-11,4%). Entre os ramos com expansão, Alimentos (6,3%) e Veículos Automotores (4,3%) exerceram as maiores pressões positivas.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u113027.shtml

         http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=760&id_pagina=1

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