Indústria dá sinais de aceleração do crescimento 06/03/2006
O ritmo de atividade da indústria neste primeiro bimestre já dá sinais de aceleração na produção, o que abre uma perspectiva favorável para o crescimento da economia em 2006.
Indústria dá sinais de aceleração do crescimento
O ritmo de atividade da indústria neste primeiro bimestre já dá sinais de aceleração na produção, o que abre uma perspectiva favorável para o crescimento da economia em 2006, depois do fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, cujo crescimento foi de apenas 2,3%. Copa do Mundo e eleições são as duas grandes apostas no maior consumo de bens e serviços este ano.A LG, fabricante de aparelhos eletroeletrônicos, por exemplo, deve fechar o bimestre com desempenho recorde para o período na venda de celulares voltados especialmente para o mercado doméstico. De acordo com Carlos Melo, diretor da área de celulares da LG, a empresa vendeu 350 mil aparelhos em janeiro e deve fechar fevereiro com outros 300 celulares vendidos, o que dá um total de 650 mil unidades. Esse número mostra um crescimento de 90% em relação ao primeiro bimestre de 2005 (340 mil ). "Nunca vendemos tanto no Brasil nesta época do ano", diz Melo. A LG produz celulares no País desde 1999.
No setor de embalagens de papelão ondulado, considerado um dos principais termômetros do ritmo de atividade econômica, as vendas cresceram 7,9% em janeiro, comparadas com igual período do ano passado. Foi o melhor janeiro dos últimos quatro anos, conforme a Associação Brasileira do Papelão Ondulado. As empresas do setor expediram 174,2 mil toneladas do produto, contra 161 mil toneladas em janeiro de 2004.
Entre os fabricantes de televisores, a expectativa é de bater todos os recordes de produção e vendas neste ano de Copa do Mundo. De acordo com a Eletros, entidade que reúne as empresas do setor eletroeletrônico instaladas no País, estima que os brasileiros comprem 10,9 milhões de TVs este ano, 12% a mais do que em 2004, que detém o recorde de 9,8 milhões de aparelhos vendidos.
Os fabricantes do setor já sentiram o efeito Copa do Mundo nas encomendas do varejo. Na Semp Toshiba, um dos maiores fabricantes de televisores no País, a produção do mês passado bateu em 12% a de janeiro de 2005.
A situação melhorou até mesmo para algumas empresas de setores que têm sofrido concorrência mais acirrada dos fabricantes estrangeiros, por causa da desvalorização do real frente ao dólar, e do contrabando, como é o caso de têxteis e confecções.
"O ano começou animado", diz Marcel Zelazni, presidente da Pasy Manufatura de Roupas e Lojas de Moda. "A perspectiva é de que o inverno seja normal e o mercado volte a crescer embalado pela Copa do Mundo e pelas eleições."
No setor de móveis, que também sofre efeitos desfavoráveis do câmbio na disputa do mercado externo, o clima também é de otimismo. A Indústria de Móveis Movelar, terceira maior fabricante de móveis no país em faturamento, por exemplo, está com a produção dos próximos 30 dias já vendida.
"A sinalização é de que teremos um ano melhor do que 2005, principalmente porque o governo passou a incentivar a construção civil, os juros estão em queda e vai entrar mais dinheiro no mercado por causa das eleições", afirma Domingos Savio Rigoni, presidente da Movelar.
Além disso, a empresa, que atua no segmento de móveis para dormitórios, iniciou o ano com uma linha nova de produtos, ao contrário do ocorrido em 2005. Rigoto conta que, a meta da Movelar é crescer 20% no mercado interno este ano, em relação ao anterior. Para isso, abriu 70 novos postos de trabalho, que já estão sendo preenchidos para reforçar a produção. Até o mês passado, a empresa empregava 850 pessoas.
- Fonte http://www.portalmoveleiro.com.br 03/06/2006








