Indústria Gaúcha exportadora foi tema em Congresso nos Estados Unidos, em Washington
O foco da ação está na atual tramitação de um Projeto que prorroga a inclusão do Brasil no SGP dos Estados Unidos até dezembro de 2008.
A defesa das indústrias gaúchas que exportam para o mercado norte-americano foi tema de 17 reuniões realizadas, entre os dias 20 e 23 de setembro, no Congresso dos Estados Unidos, em Washington. Um técnico da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul participou dos encontros juntamente com uma delegação de empresas exportadoras brasileiras, representantes da FIESP e da Câmara Americana buscando reverter a intenção dos Estados Unidos de excluir o Brasil do seu Sistema Geral de Preferências - SGP.
O foco da ação está na atual tramitação de um Projeto que prorroga a inclusão do Brasil no SGP dos Estados Unidos até dezembro de 2008. A iniciativa do deputado Bill Thomas, porém, traz algumas limitações que podem afetar 10% das exportações brasileiras que passariam, mesmo com a prorrogação por dois anos do Sistema Geral de Preferências, a pagar tributos de 2% a 6,5% nas vendas aos EUA.
O técnico do Conselho de Comércio Exterior da FIERGS, Alexandre Englert Barbosa, que participou dos trabalhos, esclareceu que a defesa feita em Washington se baseou em dois pontos principais: um econômico e outro político. O primeiro é o fato de que 75% do que o Brasil exporta para aquele país são matéria-prima ou produtos intermediários essenciais à indústria de transformação dos Estados Unidos. A defesa política foi enfatizar o papel do Brasil como moderador na América Latina.
O presidente em exercício da FIERGS, Bolivar Moura, salientou que qualquer restrição feita à aquisição de produtos brasileiros pelos norte-americanos significará a migração dessas importações para outros países, possivelmente para a China, o que poderia não interessar aos Estados Unidos porque aumentaria o déficit comercial com os chineses.








