Indústria moveleira de Lagoa Vermelha, RS, está otimista
A indústria moveleira é uma das principais fontes econômicas de Lagoa Vermelha. O setor responde por 25% da receita do município. São 50 fábricas pequenas e médias instaladas, que geram 1,5 mil empregos diretos.
Os produtos são fabricados em série, com a aplicação de alta tecnologia. Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Lagoa Vermelha (Sicom), Carlos Alberto Vieira de Carvalho, a região pode ser cada vez mais reconhecida com um dos pólos moveleiros do Brasil, tanto pela qualidade quanto pela diversidade dos produtos.
– Nossa região tem o know-how necessário no segmento e empresas sérias – diz Vieira de Carvalho.
Atualmente, uma série de empresas pequenas estão instaladas na zona urbana e em plena expansão. Com o tempo, a tendência é que se mudem para áreas específicas, facilitando o crescimento e consolidando o polo industrial de Lagoa Vermelha.
O presidente do Sicom é um dos diretores da Divicar Móveis. Fundada em 1993, emprega 90 funcionários e exporta 20% da produção para 10 países, entre os quais, Chile, Argentina, Uruguai e Angola. Os demais 80% ficam no mercado brasileiro, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro.
A produção da Divicar chega a 4 mil itens por mês, em móveis infantis e juvenis. São cômodas, roupeiros, escrivaninhas, carrinhos de passeio, cadeiras de refeição, andadores e bebês-conforto.
Como trabalha com o segmento, a empresa se credenciou na Fundação Abrinq, que garante os direitos da criança e do adolescente e combate o uso de mão de obra infantil.
Linhas diversificadas de produtos exigem máquinas modernas
– Outro cuidado muito importante é com o ambiente. Buscamos utilizar madeira proveniente de reflorestamento – explica o supervisor de vendas da Divicar, Marcelo Paiz.
Para manter a linha de produtos infantis diversificada, a empresa precisa fazer constantes ampliações de instalações e maquinários. O processo de fabricação começa pelo trabalho de designer especializados e segue para a engenharia.
A matéria-prima passa por testes de qualidade e, se aprovada, entra na linha de produção. Toda a montagem das peças é monitorada por computadores.
Um lote é separado e analisado por uma comissão de fábrica, que verifica a correção dos detalhes e, só então, libera os produtos para o mercado.
Histórias contadas de geração para geração em Lagoa Vermelha indicam que a produção moveleira é fonte de renda há muitos anos.
– Isso vem no sangue das famílias, pois nos criamos trabalhando com madeira – conta Vieira de Carvalho.
Para o presidente do Sicom, esse envolvimento histórico com a indústria de móveis se transforma em constante expansão e forte participação na economia local.
Vieira de Carvalho não revela os nomes, mas diz que duas empresas tradicionais da região estão fechando uma parceria e devem, em breve, se instalar no pólo industrial de Lagoa Vermelha. Juntas, as duas moveleiras querem constituir uma grande companhia.
– As perspectivas são que a economia mundial acerte os ponteiros, para gerar mais crescimento na indústria – diz ele.








