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Indústria segue tendência de reaquecimento - 28/04/2006

Empresários estão mais otimistas em relação aos negócios, segundo FGV.


A 159ª Sondagem da Indústria de Transformação do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) revela que, em abril de 2006, a indústria segue a tendência de reaquecimento iniciada em janeiro. Avaliação dos empresários em relação aos negócios também melhorou, de acordo com os dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

As avaliações sobre a situação presente retratam um quadro semelhante ao do mesmo período do ano passado, de crescimento moderado da produção, embora as tendências de curto prazo sejam totalmente distintas nos dois períodos. Em abril de 2006, as taxas de crescimento da produção física estão em fase de aceleração, os estoques estão ajustados e a avaliação a respeito do nível de demanda é a mais favorável desde janeiro de 2005.

A situação atual foi considerada boa por 27% e fraca por 20% das empresas. Já as previsões para o trimestre abril-junho de 2006 são, em média, mais otimistas que as da média histórica dos últimos dez anos, mas ainda menos favoráveis que as realizadas no mesmo período do ano passado.

A exceção são os prognósticos para a situação dos negócios no horizonte de seis meses, cujo resultado nesta edição da pesquisa supera o de abril de 2005. Das 933 empresas entrevistadas, 55% vêem melhora da situação dos negócios nos próximos seis meses enquanto que 10%, piora.

Com relação ao emprego industrial, as previsões são mais favoráveis que as realizadas em janeiro, quando haviam ficado abaixo da média histórica recente: 27% das empresas planejam aumentar o contingente de mão-de-obra e 17%, reduzi-lo. Em relação as expectativas para a produção no segundo trimestre de 2006, 54% das empresas pretendem expandi-la e 17% reduzi-la. Os segmentos industriais com melhores perspectivas de contratação de pessoal são material elétrico, de comunicações, química e editorial e gráfica.

O nível da demanda é considerado forte por 18% e fraco por 16% das empresas. Entre os fatores limitativos à expansão da produção no curto prazo, a demanda foi citada por 23% das empresas consultadas, a menor freqüência relativa desde abril do ano passado (19%). Em janeiro, 29% das empresas haviam citado o nível fraco da demanda como um fator limitativo.

O processo de ajuste de estoques iniciado pela indústria em meados do segundo semestre de 2005 chegou ao fim. O nível de estoques em abril de 2006 é avaliado como insuficiente por 4% e excessivo por 9% das empresas.


Fonte: www.clicrbs.com.br

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