Investimentos em Infraestrutura devem puxar a economia brasileira
O ritmo dos investimentos em infraestrutura e construção devem suportar a expansão da economia brasileira nos próximos anos. Boa parte dos recursos será aplicada nas áreas de petróleo e gás natural, habitação, energia elétrica e logística. "A indústria, de maneira geral, teve a perspectiva de investimento diminuída, e os setores exportadores tiveram a perspectiva mais reduzida ainda. No curto prazo, volume importante de investimento deve acontecer em infraestrutura, além da construção e do agronegócio", afirmou o chefe de gabinete da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bnde), Marcos Veríssimo.
Os projetos mapeados pelo BNDES para o período sinalizam que o segmento de óleo e gás deve responder por um terço (um pouco mais de R$ 200 bilhões) dos investimentos até 2012. A área de energia elétrica deve receber cerca de R$ 60 bilhões. O executivo afirmou que o objetivo do BNDES é apoiar a expansão dos investimentos em infraestrutura, mas contribuindo para que isso seja um catalisador para a expansão da indústria nacional de fornecedores. "O banco está especialmente preocupado em tornar estes investimentos em infraestrutura em um motor de desenvolvimento para a indústria nacional", reforçou Veríssimo, citando como exemplo a cadeia produtiva de fornecedores para o setor de petróleo.
O executivo comentou que um dos principais entraves para se alcançar esse objetivo está na questão do financiamento aos projetos. Apesar do volume de captações via debêntures pelo setor privado já ter superado os empréstimos do banco de fomento, Veríssimo afirmou que é um desafio "crescer o mercado de capitais de modo que seja um provedor importante de recursos para o financiamento de grandes projetos, liberando a carga que pesa sobre o BNDES".
Outro ponto a ser equacionado na visão do executivo é o desenvolvimento de um sistema bancário que forneça crédito de longo prazo para os empreendimentos. "Mas para isso ocorrer, é preciso equacionar o funding do sistema bancário. É preciso desenvolver poupança. Só que essa é uma decisão da nação, de produzir as condições necessárias para isso", afirmou o executivo, que participou de evento sobre Project finance organizado pelo escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados e a banca americana Shearman & Sterling.
Veríssimo afirmou que, enquanto estas condições ainda não existirem, é necessário que o País disponha de um "plano B" para viabilizar o crescimento econômico nos próximos anos. "É preciso ter um plano B, e o BNDES está se preparando para atender a esse volume de investimento", disse. O executivo afirmou que o desembolso do banco de fomento deve totalizar R$ 120 bilhões em 2009, o dobro do volume apurado em 2007, de aproximadamente R$ 60 bilhões. "Houve uma decisão do governo em apoiar os projetos do País", justificou.
Jornal do Comércio
Fonte: www.portogente.com.br
(17/11/2009)








