Juros bancários ficam estáveis em março, diz Procon-SP
Os juros cobrados pelos bancos nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial continuam estáveis em março, de acordo com levantamento mensal da Fundação Procon-SP. O percentual médio do empréstimo pessoal, de 5,17%, permanece estacionado desde novembro de 2009, enquanto a taxa média do cheque especial, de 8,79%, é a mesma desde janeiro.
Apesar de a taxa do empréstimo pessoal ter ficado estável na média mensal por arredondamento de casas decimais (a taxa anual equivale a 83,13% ao ano), houve uma alteração entre os dez bancos pesquisados pelo Procon-SP: o Bradesco elevou o juro cobrado nessa modalidade de crédito de 5,34% para 5,37% ao mês. As menores taxas para empréstimo pessoal foram as da Caixa Econômica Federal, de 4,39%, e do Banco do Brasil e Nossa Caixa, de 4,48% mensais. As maiores, do Itaú Unibanco (5,86%) e do Santander-Real (5,63%).
No cheque especial, nenhuma das instituições financeiras alterou as taxas, cuja média corresponde a 174,74% ao ano. A Caixa Econômica Federal continua com o menor juro de cheque especial dentre as dez instituições, de 6,75% mensais, enquanto os maiores são do Safra (12,30%) e de Real e Santander (9,38%).
A pesquisa realizada pelo Procon no dia 2 de março analisou as operações do Banco do Brasil, Bradesco, CEF, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. Desde o início da pesquisa, em 1995, o menor juro médio de empréstimo pessoal foi de 4,22%, apurado em janeiro de 2001. No cheque especial, a menor média, de 7,99%, foi praticada entre agosto e novembro de 2004.
Em nota, os técnicos do Procon-SP dizem que os bancos estão mantendo a cautela, de olho nas decisões do Banco Central (BC) à respeito do juro básico Selic - que permanece em 8,75% anuais desde julho de 2009. Lembram que não há consenso no mercado quanto à possibilidade de aumento da taxa na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 16 e 17 de março, mas alertam que " há indicações de que o Copom poderá elevar gradualmente a Selic até o fim do ano, pressionado pelos índices de inflação " .
(Paula Cleto | Valor)
Fonte: Valor Online - 09/03








