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Liderança: o que temos a aprender com os indianos

Na Índia, os CEOs (chief executive officer; chamado também de presidente, principal executivo, diretor geral) não querem gerar resultados imediatistas ou efêmeros. Eles estão mais preocupados em garantir o crescimento de suas empresas no longo prazo.

 Também dão grande importância à sustentabilidade e acreditam que, para continuar crescendo, precisam apostar no desenvolvimento de novos líderes – de preferência, tornando-os capazes de lidar com as pressões de um mundo cada vez mais globalizado. Para Tharuma Rajah, diretor regional do Hay Group na Ásia, esses são os diferenciais dos CEOs indianos na concorrência com os de outros países. No recém-lançado livro “The Indian CEO – A Portrait of Excellence” (O CEO Indiano – Um Retrato da Excelência, em tradução livre), ele afirma que o jeito de ser dos líderes empresariais está ajudando a Índia a se destacar na corrida das economias emergentes. A paciência para construir e conquistar resultados e o foco no desenvolvimento com distribuição de renda seriam, em parte, conseqüências do modelo de liderança do CEO indiano.

Indiretamente, Rajah critica o atual paradigma dos CEOs ocidentais, que dão valor desproporcional aos resultados “do trimestre” – muitas vezes, às custas de um desempenho mais duradouro. “Com uma mudança na visão imediatista, o CEO [da Índia] garante melhores resultados para a empresa, visto que ele estimula a política de qualidade das corporações e faz as partes da empresa trabalharem juntas – não só para atingir os resultados do trimestre, mas também para promover o desenvolvimento social”, explica Rajah. O resultado desse pensamento se reflete nas condições de vida da classe média da Índia. Apesar das desigualdades sócio-econômicas, ela está crescendo de forma regular e homogênea, observa o executivo do Hay Group – que também percebe esse movimento na classe média da China.

Fernanda Arechavaleta - Revista Amanhã

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