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Linha de crédito para importação de máquinas e equipamentos da Itália beneficia empresas de menor porte

Convênio prevê US$ 132,9 milhões às Pequenas e Médias Empresas.

Foi assinado no dia 26/03 durante a visita do primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, a São Paulo, um protocolo de cooperação e financiamento para importações de pequenas e médias empresas (PME) brasileiras. Trata-se de um convênio de garantia de crédito no valor inicial de €100 milhões (US$ 132,9 milhões ou R$ 274,4 milhões) firmado entre o Banco do Brasil (BB) e o SACE (Servizi Assicurativi del Commercio Estero, na sigla em italiano) – seguradora de crédito e investimentos que opera em mais de 150 países com foco em mercados emergentes e controlada pelo Ministério da Economia e Finanças da Itália.

De acordo com o diretor da divisão de comércio exterior do Banco do Brasil, Nilo José Panazzolo, o SACE será responsável pela garantia de 60% das operações ficando os 40% restantes a cargo do BB. "O valor das operações varia entre US$ 50 mil (€37,6 mil ou R$ 103,26 mil) e US$ 2,3 milhões (€1,7 milhão ou R$ 4,7 milhões), com prazos de dois a cinco anos", disse Panazzolo a este jornal. Segundo ele, em reunião para discutir a parte operacional do convênio hoje em Brasília, será colocada na mesa uma proposta para a ampliação da garantia para importações de toda a Europa.

Será definida como será a análise do risco. Provavelmente serão adotados os critérios já usados pelo Banco do Brasil a fim de agilizar as operações que passariam, automaticamente, para uma situação de pré-aprovação por parte do SACE", explicou Panazzolo. Ainda de acordo com ele, a maior parte das operações são importações de bens de capital por pequenas e médias empresas brasileiras, principalmente, das indústrias de madeira, têxtil, mecânica e plástico.

A Assessoria de Imprensa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – parceiro junto com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) do convênio com o SACE – informou que tem sido grande a demanda por parte de pequenas e médias empresas de couro e que parte do crédito do BB para importação de máquinas e equipamentos, sem similar nacional, diz respeito a repasses do banco que já possuía uma linha em sua política operacional com valores de até US$ 3 milhões (R$ 6,18 milhões ou €2,25 milhões) por operação à base de cestas de moedas e não Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) como é habitual no BNDES.

Com isso, as empresas de menor porte do País serão beneficiadas não só pela atual conjuntura cambial favorável às importações de máquinas e equipamentos, mas também pelas garantias firmadas entre as instituições financeiras do Brasil e da Itália para ampliar seus investimentos. As garantias deverão baratear os juros cobrados no financiamento.

Fonte: www.planejamento.gov.br





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