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Mantega prevê economia estável durante campanha - 25/04/2006

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (25/04) em Nova York que, apesar da crise política, “vamos ter uma estabilidade incomum para um ano eleitoral.”

Principal orador de um evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA, Mantega afirmou que “os politicólogos terão que rever suas teorias,” acrescentando que “eu também sou um politicólogo, porque estudei ciência política.”

De acordo com Mantega, o principal sintoma de que a economia brasileira deixou de ser tão vulnerável quanto na última campanha presidencial, de 2002, é a manutenção de um “cenário estável, apesar de eventos traumáticos, como a própria substituição do ministro da Fazenda e a crise política de 2005.”

“Passamos por um pré-teste importante com a crise política de 2005 e acredito que isso vai se repetir em 2006,” acrescentou.

'Desenvolvimento sustentável'

De acordo com o ministro da Fazenda, “a solidez da economia brasileira tem protegido o país contra um ataque cambial, como aconteceu em 2002.”

“O Brasil está na rota do desenvolvimento sustentável, com um crescimento do PIB previsto para 4%, a inflação sob controle e as contas do governo igualmente sob controle.”

Perguntado sobre o aumento das despesas públicas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma tendência de gastos ainda maiores neste ano eleitoral, Mantega disse que “uma das provas de que o governo federal está comprometido com uma política fiscal séria é a Lei de Diretrizes Orçamentárias”.

Aprovada na semana passada, ela prevê que o governo corte 0.1% de suas despesas correntes.

“Isso significa que se os gastos com a Previdência continuarem crescendo, teremos que cortar despesas em outros setores menos prioritários,” disse o ministro, sem especificar que setores sofreriam os cortes.

Superávit primário

Com relação ao superávit primário, hoje na casa de 4,25% do PIB, Mantega disse que “o governo manterá esse patamar em 2006, com a perspectiva de mantê-lo em 2007.”

Mas em função da eleição presidencial de outubro, Mantega disse que “não sabemos se estaremos no governo até lá, mas estamos trabalhando para não só reduzir o volume da dívida pública, como também para melhorar a sua qualidade.”

De acordo com o ministro da Fazenda, “a velocidade do ajuste econômico realizado pelo governo Lula foi maior do que a de outros países.”

“Chegou a hora de colher os frutos. Acredito que o Brasil poderá crescer a uma taxa de 5% nos próximos cinco, sete ou dez anos,” concluiu.


Fonte: wwww.folha.uol.com.br

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