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Mapa da diferença

Pesquisa aponta dinamismo dos municípios gaúchos.

Com novos critérios, estudo da FEE mostra que grandes empresas não garantem melhor renda.

Durante a última década, o uso de recursos públicos para atração de investimentos privados rendeu polêmica entre os gaúchos. Agora, um estudo sobre o desenvolvimento dos municípios do Estado nos últimos 40 anos mostra que a estratégia não é determinante para a geração de renda pessoal nem para a redução da pobreza.

Nas cidades que obtiveram maior crescimento da renda pessoal, foi o rendimento dos aposentados que garantiu o dinamismo econômico local.

- Peneirando os dados, todos os indicadores mostram a ineficiência da atração de investimentos. Não é isso que determina a renda pessoal ou a redução da pobreza - afirma o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Carlos Paiva, um dos autores da pesquisa.

Paiva destaca que as cidades com as melhores taxas têm uma economia baseada em pequenas empresas, usam mão-de-obra local e demandam produtos e serviços locais. E valorizaram quatro fatores: distribuição de renda mais equilibrada, educação, empreendedorismo e qualidade de vida.

Uma das inovações metodológicas dos pesquisadores gaúchos é usar o critério de renda pessoal - e não o Produto Interno Bruto (PIB) per capita - para dimensionar as condições de vida dos moradores. O objetivo é chegar o mais próximo possível da renda que efetivamente fica no município e movimenta a economia

O estudo que será divulgado amanhã (04/07), pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), reuniu informações de diversas fontes oficiais com o objetivo de mapear os motivos que tornaram o Rio Grande do Sul um caso nacional de desigualdade regional.

- A idéia mais comum é de que temos um Estado dividido, com o Sul estagnado e o Norte desenvolvido. Mas isso não é verdade: mesmo as áreas mais ricas têm municípios pobres e com situação social desigual. O melhor desempenho está no Leste - diz Paiva.


Os primeiros
Média de crescimento anual
Renda pessoal
Tramandaí 10,34%
Gravataí 9,65%
Sapiranga 9,12%
Igrejinha 9,11%
Estância Velha 9,01%

PIB

Triunfo 17,57%
Cachoeirinha 10,48%
Ivoti 9,22%
Dois Irmãos 9,19%
Gravataí 9,13%

Fonte: www.clicrbs/jornaispioneiro.com.br

 



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