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Ministro do Planejamento diz que economia vai crescer menos em 2009

"O crescimento será menor, mas é cedo para dizer que será de 3% ou de 3,5%, como já falam alguns analistas precipitadamente".

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, admitiu nesta quinta-feira (10) que o crescimento da economia brasileira em 2009 será menor do que o deste ano, mas evitou fazer projeções. "O crescimento será menor, mas é cedo para dizer que será de 3% ou de 3,5%, como já falam alguns analistas precipitadamente", afirmou o ministro a jornalistas, após participar da conferência "O Impacto do Brasil na Economia Global", promovida pela Sociedade Americana (Americas Society) e o Conselho das Américas (Council of the Americas), em conjunto com o Movimento Brasil Competitivo, em São Paulo.

Ele acredita que há plenas condições para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) atingir 5% este ano, justificando que no primeiro trimestre a expansão do PIB foi próxima a 6% e que os dados preliminares referentes ao segundo trimestre apontam para uma taxa de 5%, "ou talvez mais", completou. "Este ano, está dado o crescimento de 5%, mas é claro que o governo tem adotado medidas de caráter contracionista", disse ele, citando a elevação da meta de superávit primário fiscal de 3,8% para 4,3% do PIB e que o atual momento de aperto monetário (alta dos juros) é um esforço para diminuir a expansão do crédito.

O ministro negou que tenha havido debate na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) para aumentar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em razão da alta da inflação. "Se fosse TJCP, Taxa de Juros de Curto Prazo, seria ligado à Selic, mas essa é uma taxa (TJLP), como o próprio nome diz, de longo prazo, e não pode ter base apenas nos fundamentos conjunturais."

Da Agência Estado

Fonte: (Célia Froufe) - Revista Amanhã

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