Mobiliando a classe C
A fabricante de móveis Única lança uma nova marca mirando o mercado consumidor que mais cresce no Brasil. A meta, agressiva, é chegar às 180 lojas próprias dentro de um ano.
Dados do IBGE mostram que quase a metade (45%) da população brasileira faz parte da classe C. É justamente nesses quase 90 milhões de consumidores que Única, fabricante de móveis de Bento Gonçalves (RS), está de olho. Para conquistar este vasto mercado, a empresa criou recentemente a New Móveis e arquitetou um plano que é, no mínimo, arrojado: estar presente, ao final de 2009, em nada menos do que 300 pontos-de-venda em todo o Brasil. A estratégia passa pela abertura de 180 unidades próprias e pelo posicionamento da nova linha de móveis em outras 120 lojas multimarcas. A estimativa é de que cada loja própria receba aportes que variam entre R$ 50 mil e R$ 150 mil, dependendo do tamanho e da localização do empreendimento. Serão cerca de 150 pontos-de-venda na região Sudeste e outros 75 no Sul. O restante, espalhado em outras regiões. Até o fim deste ano, a marca já deverá estar sendo comercializada em 80 lojas.
Oficialmente, a primeira coleção da New Móveis será lançada apenas em março do próximo ano, durante a feira Movelpar, que acontece no Paraná. O plano de desbravar o mercado consumidor que mais cresce no Brasil - o da classe C - já vinha sendo trabalhado desde o ano passado. Por isso mesmo, a Única não cogita a idéia de congelar sua estratégia em função da crise internacional. "A situação só vai se agravar se houver um problema sério de desemprego na classe C, mas não acredito nesta possibilidade", afirma Ronaldo Marcolin, diretor comercial da Única. O executivo, aliás, elogia a atitude do presidente Lula, que vem sugerindo aos brasileiros irem às compras, na tentativa de manter a economia aquecida. "A declaração dele é benéfica para o comércio em geral", acredita Marcolin.
A aposta na New Móveis é uma das conseqüências do projeto de expansão da Única. Neste ano, a fabricante investiu R$ 25 milhões na triplicação de sua capacidade produtiva, saltando de 10 mil para 30 mil peças por dia. Nos últimos cinco anos, o faturamento da empresa cresceu 55%, registrando R$ 220 milhões em 2007. Para este ano, a previsão é de faturar R$ 310 milhões.
Fonte: www.amanha.com.br








