Mobiliário Nacional no compasso do mundo
O Brasil vem a cada momento acompanhando mais de perto o movimento mundial nos segmentos de decoração e móveis.
Se eles ainda não conseguem “sambar”, nós, ao contrário, estamos no ritmo e no compasso das grandes referências quando o assunto se refere a esses setores. E o fato de o moveleiro estar em concordância com as tendências ao redor do mundo tem uma forte ligação com a constância da visitação dos brasileiros às grandes feiras internacionais, especialmente as de Milão e Paris, das quais se detectam afinidades com o mercado nacional.
No mesmo sentido, ou compasso, o setor brasileiro de móveis vem se mostrando bastante inovador e receptivo às novas tendências, aos novos padrões de cores, ao ciclo de vida que se torna menor e mais aberto às novidades. Esse cenário fica mais claro ao analisarmos os cinco anos mais recentes, que nos mostram que chegamos a um mercado altamente competitivo, no qual o design é justamente o diferencial de competitividade exigido. Daí a necessidade de os fornecedores dessa indústria tão competitiva lançarem produtos com muito mais freqüência, do contrário corre-se o risco de sair do compasso e, pior, partir para a contramão.
Dentro desse movimento que acaba conectando moda, design e arquitetura, temos hoje um consumidor com muito mais referências em comparação ao que tínhamos há poucas décadas. Ele está num mercado que lhe oferece uma gama maior de opções e que o torna muito mais criterioso no momento da escolha.
A mais importante feira do setor acontece em Milão e a TV exibe em tempo real as propostas ali presentes. Na seqüência, as capitais do país começam a abrir as portas da Casa Cor e esses eventos seqüenciais deixam claro que não há mais tendência única, mas sim correntes de propostas, de produtos a serem trabalhados.
E assim, se vêm da Itália os padrões em Nogal, sendo as tonalidades médias uma proposta forte, temos de considerar que o consumidor brasileiro médio tem uma preferência pelo branco, pelo tom claro, que entende ser aquele que “abre” os ambientes. Assim, é preciso pensar em padrões e cores que possam ser coordenados com branco. Seguindo tais tendências, desenvolvemos em melanina os padrões Nogal Ébano, Ciliegio, Nogueira Natural, Rovere Cinza, Teka Milano e Legno Natura.
Mas o que mudou mesmo foi o desenho da madeira, o efeito dos cortes na madeira, que valoriza os veios, com alto e baixo relevos. E isso é mais uma marca de movimento mundial. Encontra justificativa nessa busca do ser humano por copiar cada vez mais a natureza para que o original seja poupado. Trata-se da busca pelas alternativas.
E aqui está uma outra questão na qual o segmento moveleiro tem tentado se inserir cada vez mais, sem sair do compasso: a sustentabilidade. O avanço que permitiu chegar a todos, em qualquer canto do mundo, as informações sobre o que existe de mais atual, avançado, moderno, bonito em móveis em todo o planeta, é o mesmo que faz chegar dados sobre o que deve ser feito para que todos esses valores sejam obtidos (e só assim) em conjunto com uma série de medidas de respeito ao patrimônio natural.
O caminho a ser trilhado por toda a cadeia moveleira o Brasil já descobriu. Basta seguir respeitando a cadência. Mas como em matéria de musicalidade somos um povo privilegiado, o risco de descompasso é mínimo.
Por Andrea Vieira de Campos Krause - Gerente de marketing da Indústria Moveleira da Eucatex.
Acesso Assessoria de Comunicação
(17/Setembro/2007)
Fonte: http://portalmoveleiro.com.br








