MÓVEIS - Crise financeira faz embarques para clientes externos cair mais de 20%
Se no mercado interno as indústrias moveleiras gaúchas já começam a perceber uma leve reação nas vendas, nas exportações o setor ainda está sob o choque do recuo de 35,8% registrado no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2008, para US$ 27,4 milhões.
O setor ainda está sob o choque do recuo de 35,8% registrado no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2008, para US$ 27,4 milhões
O tombo é atribuído à crise econômica, que provocou queda de pouco mais de 20% a quase 90% nos embarques para os principais clientes no exterior, como Reino Unido, Argentina, Chile, Venezuela, Espanha e Estados Unidos, informa a Movergs. A retração das vendas externas de todo o país foi de 31,7%, para US$ 96,5 milhões.
Com o resultado do bimestre, se as exportações deste ano empatarem com as de 2008 já será interessante, diz a presidente da Movergs, Maristela Longhi. Segundo ela, a desvalorização do real soma pontos para a competitividade dos móveis brasileiros e algumas empresas têm conseguido fechar grandes pedidos no exterior, mas a situação ainda é muito volátil e não há condições para dizer se há uma tendência geral de recuperação em 2009. A decisão da Argentina de impor barreiras às importações do Brasil também preocupa. O país mantém-se como o segundo maior importador de produtos gaúchos, apesar da queda de 32,3% no bimestre.
Na Bertolini, a projeção inicial é elevar a participação das exportações sobre o faturamento total de 7% em 2008 para 10% neste ano. A estimativa faz parte da meta de ampliar essa fatia para 15% a 20% em três anos, o que levou à instalação de um centro de distribuição na Guatemala em 2008 para atender mais rapidamente a América Central, diz o presidente Henrique Bertolini. O patamar cambial atual é favorável, mas a crise paralisou obras de construtoras que são clientes da empresa na região, especialmente no México, relata ele.
A SCA também pretende aumentar a participação das vendas externas sobre o faturamento dos 6% de 2008 para até 12% neste ano, diz o diretor-superintendente Sérgio Manfroi. Em fevereiro a empresa passou a trabalhar com novas tabelas, com redução de preços em dólar proporcionada pela valorização da moeda americana, mas a expansão dos embarques vai depender do resultado da busca de novos nichos de mercado em países como Angola, Uruguai e Venezuela, onde a empresa tem lojas franqueadas (além do Paraguai e do Senegal), explicou o executivo.
Na Todeschini, o mercado externo é visto com cautela em 2009, afirma o diretor comercial Rogério Frâncio. De acordo com ele, a participação das vendas externas varia de 2% a 10% das receitas da empresa, dependendo da linha de produtos, e não deve mudar em 2009.
Valor Econômico (27/3/2009)
Fonte: www.global21.com.br








