Moveleiros reclamam da falta de crédito
Preocupada com a restrição das linhas de crédito, a Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs) coloca a boca no trombone. A entidade, com sede em Bento Gonçalves, está enviando ofício para deputados estaduais e federais, ministérios e entidades como Fiergs, CNI e Apex relatando o problema e pedindo medidas urgentes por parte do governo federal.
O setor reclama que os exportadores estão com a corda no pescoço, pois, além da falta de crédito, houve escalada nos juros para as linhas de Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), que saltaram de 8% para quase 30% ao ano, inviabilizando as operações.
Segundo lideranças, também não há linhas de hedge há mais de mês, em função da crise financeira mundial. Esse é um instrumento usado para minimizar o risco das empresas ao garantir o recebimento de um valor tratado na venda (cotação do dólar) dos produtos. Mas, em virtude da forte subida da moeda norte-americana, os bancos não estão oferecendo essas linhas. Isso está gerando prejuízos às indústrias, que não podem fechar negócios beneficiando-se do dólar alto e ainda têm que cumprir contratos assumidos com o dólar baixo, amargando perdas duplamente.
- O setor está sentindo os reflexos desta crise. A falta de crédito tem sido o problema mais apontado pelas empresas em geral, seguido pela diminuição das exportações e pelo cancelamento das vendas. Precisamos de medidas urgentes para regularizar o crédito das indústrias moveleiras - reivindica a presidente da Movergs, Maristela Longhi.
Fonte: www.clicrbs.com.br/jornais/pioneiro








