O que pode dar errado na estratégia do BC de combate à inflação
O Banco Central do Brasil reforçou nesta quinta-feira (10), por meio da ata do Copom, sua estratégia de substituir parcialmente os juros por outras medidas de combate à inflação. Apesar de ser a mesma linha seguida por vários países emergentes, há riscos que não podem ser ignorados.
O analista-sênior para a América Latina da consultoria Medley Global Advisors (MGA), Bernardo Wjuniski, que participou do programa “Momento da Economia”, na Rádio EXAME, cita três ameaças: não cumprimento do pacote fiscal, choque permanente de preços no mundo e fracasso das medidas macroprudenciais.
“Olhando de um ponto de vista bem teórico, (trocar juros por medidas macroprudenciais) não é a medida ideal para controlar a inflação. Uma alta de juros, sem dúvida, tem mais efeitos, pois atinge os canais da expectativa inflacionária e do câmbio. Mas, sem dúvida nenhuma, é uma tentativa que o Banco Central está fazendo para afetar o canal do crédito”, diz Wjuniski, que salienta que os canais de transmissão desse tipo de política não são tão claros no Brasil. “Ele (o Banco Central) está testando um caminho novo e apostando que o efeito no crédito vai ser significativo sobre a inflação. No fundo, ele está pagando para ver.”
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Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/o-que-pode-dar-errado-na-estrategia-do-bc-de-combate-a-inflacao (14/03/2011)








