Para empresários do Sul, Mercosul tem mais oportunidades
Proximidade geográfica e perfil das empresas influenciaram resultado
Os empresários da região Sul vêem nos países do Mercosul as melhores oportunidades de negócios entre os principais blocos econômicos mundiais. O resultado consta na pesquisa "A Força da Região Sul", elaborada pela PricewaterhouseCoopers, que ouviu 100 empresários nos três Estados do Sul.
De acordo com o sócio da consultoria para a região, Carlos Biedermann, responsável pelo levantamento, a proximidade geográfica e o perfil das empresas, ligadas ao agronegócio, influenciaram no resultado. "Não é uma preferência, mas uma tendência maior de negócios com o Mercosul", explica.
Dos empresários consultados, 55,1% preferem realizar negócios com os países vizinhos, enquanto 23,5% optam pela União Européia e 15,3% pelo NAFTA. Já os países asiáticos têm 13,3% das preferências. "Mesmo os Estados Unidos sendo nosso maior importador, o NAFTA aparece em terceiro lugar pelo pouco peso do México nas relações comerciais", completa Biedermann.
Câmbio
A influência da flutuação das taxas de câmbio nos negócios é considerada grande ou moderada para quase 80% dos entrevistados, conforme a pesquisa. Com um perfil exportador, a região tem sentindo os efeitos do câmbio. "Este panorama é bem retratado quando se pergunta qual é o nível de influência do câmbio nos negócios da empresa. O maior exemplo é o setor calçadista."
O levantamento apresentou que 52% acham que a oscilação do dólar afeta os negócios, enquanto que para 26% é moderada. Apenas 17% disseram que é pequena e 4% que não influencia.
Segundo Biedermann, "se ainda não foi absorvida, pelo menos o novo patamar da taxa de câmbio já foi assimilada". O consultor ressalta ainda que os empresários da região estão melhorando sua gestão ou reduzindo custos. "Se percebe que as empresas ou fizeram ou estão fazendo o dever de casa para se adaptar a esse câmbio."
Globalização
Outro item da pesquisa aponta que 67% dos executivos avaliaram que a interferência da globalização é positiva para os negócios. "A maioria indica que a globalização foi positiva para os negócios, o que é um elemento extraordinário. Há anos atrás, quando se falava de globalização, todos diziam que vai ser um desastre às empresas brasileiras e não foi o que aconteceu", afirma.
No entanto, os empresários deixam claro a desvantagem do Brasil diante de seus principais concorrentes emergentes. Para 90% deles o Brasil está desperdiçando a chance de acompanhar o crescimento global, seguindo o exemplo dos demais emergentes. "É quase unânime a percepção de que nosso País poderia ter um nível de crescimento muito maior."
Fonte: www.estadao.com.br








