Para manter mercado externo
A presidente da Movergs, Maristela Cusin Longhi, afirma que as empresas que continuam exportando o fazem em função dos investimentos realizados ao longo dos anos e para não perder o mercado dos países conquistados.
No período de janeiro a junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações brasileiras de móveis sofreram uma queda de 0,3%. Já o Rio Grande do Sul registrou aumento nas exportações, de 5,1% neste mesmo período.
A presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Maristela Cusin Longhi, afirma que as empresas que continuam exportando o fazem em função dos investimentos realizados ao longo dos anos e para não perder o mercado dos países conquistados.
- Vender para mercados exigentes não é fácil, além de um bom produto, tem que haver confiança e isso tudo não se conquista da noite para o dia. A outra razão é que, apesar da demanda interna estar aquecida, não há consumo suficiente que possa aproveitar toda a produção - explica.
Os principais destinos dos móveis gaúchos são Reino Unido, Argentina, Chile, Estados Unidos, Espanha e Uruguai. Só que, em virtude da queda do dólar e da alta dos insumos, esse crescimento é apenas nominal e não real. Isso porque, mesmo exportando quantidades maiores, o ganho é menor.
Nesse caso, o mercado externo é mais um canal para a manutenção e o crescimento das empresas.
Entenda melhor
- Quando uma fábrica compra matérias-primas e insumos para produzir um bem, paga ICMS embutido no preço desses produtos. Esse imposto é transformado em um crédito, depois usado para pagar o ICMS que a empresa terá de recolher quando vender sua mercadoria.
- Nas vendas ao Exterior, não incide o ICMS, o que é bom. O bem fica mais barato e com melhores condições de competir no mercado internacional.
- Como o ICMS já foi pago, esses créditos são ressarcidos pelos governos estaduais.
- Os exportadores utilizavam os créditos para quitação de débitos com seus fornecedores, que, por sua vez, utilizavam para abater do imposto a pagar.
- Com a crise econômica pela qual passa o governo gaúcho, o ressarcimento dos créditos começou a atrasar. A espera já chega a um ano e dois meses.
- Ontem, a governadora Yeda Crusius anunciou que os créditos passam a ser liberados assim que a transferência for feita.








