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Pequenas empresas terão novo crédito para exportação

Programa vai financiar empresas com faturamento anual de até R$ 60 milhões.

As micro e pequenas empresas terão mais uma alternativa de financiamento à produção de bens e serviços a serem exportados. O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) criou hoje uma nova modalidade do Programa de Financiamento às Exportações - o Proex pré-embarque -, que vai financiar empresas com faturamento anual de até R$ 60 milhões. Os exportadores poderão receber o dinheiro até 180 dias antes do embarque.

O Proex-financiamento, no modelo atual, só financia a comercialização das exportações já embarcadas. Ou seja, ele serve para antecipar à empresa o pagamento das vendas. A diretora dos programas de financiamento do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), Lúcia Helena Monteiro Souza, explicou que as empresas de menor porte precisam de recursos ainda na fase de produção.

— Esta medida atende os pequenos que não têm acesso ao mercado bancário — afirmou.

As empresas, após realizarem a exportação e quitarem o financiamento do pré-embarque, ainda podem solicitar a linha de crédito do pós-embarque. O pequeno exportador, no entanto, pode ter dificuldades para operar a nova modalidade do Proex. Lúcia Helena explicou que estão sendo feitos ajustes nas apólices do seguro de crédito com garantias do Tesouro (Fundo de Garantia às Exportações - FGE).

A portaria que criou o Proex pré-embarque estabelece que o certificado de garantia de cobertura do seguro de crédito deverá ser apresentado ao Banco do Brasil, que opera o programa, antes do embarque ou do início da prestação do serviço. Lúcia Helena disse que o exportador pode apresentar outras garantias, mas admitiu que as micro e pequenas empresas têm dificuldades para consegui-las.

— Estamos trabalhando para que esteja operando até o final do ano — disse.

O Tesouro não fará nenhum reforço no orçamento do Proex para operar a linha de pré-embarque. A diretora disse que ainda está disponível, no Banco do Brasil, cerca de 40% do orçamento de R$ 1,3 bilhão.

— Existe recurso suficiente para essa nova demanda até o final do ano — afirmou.

— Houve uma queda grande na procura por financiamento às exportações e nós sentimos isso no Proex — explicou.

O setor exportador é o que mais tem sentido a retração do mercado mundial, após a crise financeira internacional.

 

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora

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