Pesquisa mostra o novo perfil do trabalhador da indústria
Empregador prefere pessoas que tenham visão do todo e se adaptem às diferentes necessidades de produção.
Trabalhar em equipe, ser flexível, aberto a mudanças no ambiente de trabalho e dominar o processo produtivo da empresa são requisitos do trabalhador do futuro. O perfil foi construído a partir de pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) com oito setores industriais: alimentos, construção civil, têxtil, vestuário, metalúrgica, madeira e mobiliário, químico, petróleo e calçados.
“A pesquisa revela que o novo trabalhador deve participar do processo de formação, não pode esperar que o governo e as organizações sociais o preparem. As empresas estão demandando um trabalhador que busque esse conhecimento. Praticamente nenhum desses setores quer um trabalhador com menos que o ensino médio”, afirma Eliseu Calsing, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A pesquisa ouviu representantes de 21 sindicatos e 596 empresas. Todos os entrevistados disseram que exigem ensino fundamental completo na seleção e admissão de novos trabalhadores. Há uma grande demanda por cursos de qualificação profissional de curta duração para os trabalhadores. As empresas também consideram que conhecimentos sobre saúde e segurança no trabalho, controle de qualidade, meio ambiente e informática são competências importantes para os trabalhadores.
“O ensino fundamental praticamente não significa mais nada. As empresas querem um trabalhador com o ensino médio e algum curso técnico e profissional. Elas não querem mais um trabalhador que execute tarefas simples, pequenas. Procuram um trabalhador que tenha visão do todo e se adapte às diferentes necessidades de produção”, reforça Calsing.
Fonte: www.cni.org.br








