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PIB deve crescer entre 4% e 5% em 2011, ressalta professor da FGV

“O PIB este ano ficará entre 4% e 5%. Isso decorre do fato de que o crescimento de 2010 ocorreu sobre uma base relativamente deprimida do ano anterior (2009) por conta dos efeitos da crise. Mesmo assim, um crescimento da ordem de 4% a 5% pode ser considerado bom para os padrões de crescimento da economia brasileira e para o contexto da economia global neste momento”, destaca Mori.

Entre os setores que devem alavancar o crescimento do PIB, Mori acredita que “a construção civil e alguns segmentos de bens duráveis ainda deverão ter um bom desempenho em 2011. Setores produtores de commodities agrícolas e matérias primas também deverão ter um bom desempenho em face da recuperação dos preços internacionais de vários itens. Por outro lado, alguns setores da indústria brasileira começam a sofrer cada vez mais a competição de produtos importados. Isso ocorre em função, primordialmente, do patamar atual da taxa de câmbio brasileira, que afeta duramente a competitividade desses setores”.

Para que o Brasil cresça no patamar da China, Mori destaca que “os investimentos produtivos devem aumentar. A taxa de investimentos brasileira como proporção do PIB tem se situado entre 17% e 18% nos últimos anos, bem mais baixa que a chinesa e insuficiente para sustentar um ritmo de crescimento da economia brasileira sem a formação de pressões inflacionárias indesejáveis. Ao mesmo tempo, o País tem que lidar com a questão cambial: claramente o patamar da taxa de câmbio atual elimina competitividade de vários setores da economia brasileira. Apesar dos esforços do Banco Central em comprar dólares para evitar apreciações adicionais da moeda brasileira frente ao dólar norte-americano, esse instrumento tem se mostrado insuficiente para conter esse processo nos últimos anos. Isso ocorre devido ao fato de que, mesmo com déficit em conta corrente, os fluxos de recursos estrangeiros que ingressam no País pressionam a cotação da moeda brasileira. Grande parte dessa atratividade decorre do fato de que as taxas de juros brasileira são mais elevadas que as verificadas no resto do mundo (e estão em elevação) o que torna atrativo aos investidores financeiros aportarem seus recursos no País para aplicações em renda fixa, por exemplo”.

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) avançou 0,7% em dezembro/10 frente ao mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais. Com este resultado, a atividade econômica expandiu-se 0,8% no último trimestre de 2010, fazendo com que o crescimento acumulado em 2010 atingisse 7,4%, o maior de toda a série histórica do indicador iniciada em 1991. Caso as Contas Nacionais do IBGE confirmem este resultado, será a mais elevada taxa de crescimento da economia brasileira desde 1986, ano em que o PIB avançou 7,49%.

 

Fonte: http://www.incorporativa.com.br (28/02/2011)

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