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População de 25 países reduz compras de roupas, calçados e acessórios, além de móveis

Gastos com móveis e eletrodomésticos também diminuíram.

Devido à crise econômica, 52% da população dos países estudados já reduziu gastos com vestuário, calçados e acessórios, 48% já deixou de comprar móveis e eletrodomésticos e o mesmo percentual diminuiu as despesas com restaurantes e cinema, entre outros itens de entretenimento. Estes são alguns dos resultados da pesquisa A Crise no Mundo, realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market Research (WIN).

Em sua segunda edição (a primeira foi realizada em novembro e dezembro de 2008), o estudo revela a percepção da população mundial em relação à crise econômica. Foram ouvidas 20.325 pessoas em 25 países, entre fevereiro e março, sobre o futuro de seu país e de sua renda, sobre confiança nas instituições e sobre consumo de bens e serviços.

Além da participação de oito novos países, incluindo dois latino-americanos (Argentina e México) outra novidade desta edição da pesquisa são as informações sobre consumo de bens e serviços. Os resultados mostram que os brasileiros seguem a tendência mundial de redução de custos priorizando vestuário, móveis e eletrodomésticos, porém com menor parcela da população fazendo cortes, como mostra o gráfico abaixo. O destaque fica por conta da telefonia celular, pois 37% dos brasileiros declaram já ter reduzido gastos com esse item, contra 32% da média mundial.

México, Argentina e França realizaram cortes em todos os produtos pesquisados. Os mexicanos, por exemplo, são os que mais cortaram gastos com mantimentos (74%), vestuário (73%), telefonia celular (57%), reformas na casa (57%), TV por assinatura (31%) e Internet residencial (26%).

EUA, Islândia e Japão também cortaram em todos os produtos, porém menos em tecnologia, como Internet, TV por assinatura e celular. As regiões com pequena parcela da população realizando cortes em todos (ou quase todos) produtos avaliados são Suíça e Oriente Médio.

Futuro do país

A situação econômica do país irá piorar nos próximos três meses na opinião de 49% da população mundial. A tendência observada na pesquisa divulgada em janeiro mantém-se nesta segunda edição, ou seja, países mais ricos e desenvolvidos, com destaque para Europa, Japão e Canadá, são mais pessimistas, com mais da metade da população acreditando na piora do cenário.

Já o Brasil se consolida como um dos países mais otimistas: 46% acreditam que a situação do país ficará inalterada, 35% declaram que irá melhorar e apenas 14% acreditam que irá piorar. Da primeira para a segunda edição da pesquisa é possível notar retração no otimismo entre os moradores da região Sul (23% declaram que a situação do país irá melhorar contra 34% em dezembro) e na população das classes DE (42% nesta onda contra 47% na primeira onda).

Os países que fizeram parte da pesquisa foram Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Catar, China, Coréia do Sul, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Islândia, Itália, Japão, Kuait, Líbano, México, Reino Unido, Rússia e Suíça. 

Fonte: www.monitormercantil.com.br

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