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Prioridades redefinidas

Estado aposta em celulose, energia e tecnologia.

Novo foco econômico ajudará o Estado do Rio Grande do Sul a superar crise financeira, disse o secretário Nelson Proença.

O panorama financeiro é um dos mais difíceis já enfrentados pelo Estado. Em contrapartida, o cenário de oportunidades econômicas também jamais esteve tão favorável. Esse paradoxo foi apresentado ontem (23/07) pelo secretário Estadual de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais (Sedai), Nelson Proença, durante reunião-almoço na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias. Essa introdução serviu para justificar alguns dos planos traçados pelo governo para superar a crise.

- Na realidade, o Estado está quebrado. Há uma crise estrutural que causou toda essa situação, e a seca e o câmbio só a agravaram. Essa crise é sintoma do fim de um ciclo - declarou Proença.

O secretário colocou que setores, antes importantes na economia gaúcha, perderam sua competitividade no cenário atual, sendo que outros estão ascendendo como alternativas para revigorar a economia gaúcha. Enquanto os primeiros deverão decrescer na lista prioritária de ações, os segundos estarão no foco de investimentos.

A soja, o arroz e os calçados pertencem ao primeiro time. Na outra ponta encontra-se o setor de madeira e celulose. Segundo Proença, o segmento deverá injetar US$ 5 bilhões nos próximos anos, gerando uma demanda potencial de 100 mil postos de trabalho e causando um adensamento da cadeia produtiva que envolve o beneficiamento de madeira, seja como celulose, papel ou móveis. Foi citado também o setor de geração de energia, que mobiliza atualmente R$ 1,055 bilhão nos projetos em andamento de biomassa, energia eólica, biodiesel, etanol e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Outro setor que deverá crescer é o da alta tecnologia, principalmente no desenvolvimento de softwares, biotecnologia e de saúde.

- Em um mundo globalizado é impossível ser bom em tudo, mas é possível ser bom em algumas coisas, e essas serão as prioridades - arrematou o palestrante.

A avaliação

Setor metal-mecânico, petroquímico e plástico:
Estes são pólos já consolidados que deverão ser preservados. Os pequenos e médios deverão ser apoiados e, quanto aos grandes, segundo Proença, o governo do Estado fará o possível para não atrapalhar e não deixar que o governo federal também atrapalhe.

Agricultura
Foco será a agricultura de precisão e de valor agregado. Foram citados como exemplo a produção do milho de pipoca para microondas, que tem maior valor que o milho comum, e a produção de uma fibra solúvel obtida a partir de um tubérculo semelhante à batata que está sendo adicionada em iogurtes que auxiliam no bom funcionamento do intestino.

Setor exportador
Na semana que vem o governo lançará um programa de apoio aos pequenos e médios exportadores. As ações irão focar na promoção comercial e no financiamento para participação de feiras e missões empresariais no Exterior.

Inovação
Até agosto será elaborado um projeto de lei para incentivo à inovação. O projeto deverá abranger não apenas o setor tecnológico, mas de modernização de gestão, mercado, design entre outras áreas. Os moldes do programa estão baseados em projetos semelhantes aos implantados na China, Índia e Coréia.


Fonte: www.clicrbs.com.br/jornais/pioneiro

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