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Produção gaúcha cresce 7,5% em 2007, segundo IBGE

Os principais impactos vieram do refino de petróleo e produção de álcool (30,8%), máquinas e equipamentos (33,3%) e veículos automotores (26,6%). Em sentido contrário, as maiores influências negativas no cômputo geral vieram de calçados e artigos de couro (-12,1%), em decorrência, sobretudo, da menor produção de calçados, e mobiliário (-17,9%).

Depois de registrar um desempenho negativo de 2% em 2006, a indústria gaúcha deu sinais de recuperação em 2007. Conforme levantamento do IBGE divulgado ontem (11/2), a produção do Rio Grande do Sul deu um salto, para 7,5%, o segundo melhor desempenho do País no acumulado dos 12 meses, perdendo apenas para Minas Gerais e empatando com o Espírito Santo. O resultado foi superior à média nacional, de crescimento de 6%.

Segundo a pesquisa do instituto, dez segmentos foram responsáveis pelo resultado e mostraram forte ampliação na produção. Os principais impactos vieram do refino de petróleo e produção de álcool (30,8%), máquinas e equipamentos (33,3%) e veículos automotores (26,6%). Nestes ramos, os itens de maior destaque foram naftas e óleo diesel, ferramentas hidráulicas e máquinas para colheita, eixo e semi-eixo e automóveis, respectivamente.

Por outro lado, calçados e artigos de couro (-7,6%) e fumo (-5,7%) exerceram as maiores pressões negativas. "Nestes segmentos foram preponderantes as reduções na fabricação dos itens calçados de couro; e fumo processado, respectivamente", informa a nota do IBGE.

Já em dezembro, na comparação com o mês de novembro, a indústria do Rio Grande do Sul apresentou variação negativa (-0,2%) na série livre dos efeitos sazonais, após dois meses com taxas positivas, quando acumulou 2,4% de crescimento. Na comparação com dezembro de 2006, o aumento foi de 5,6%. No corte trimestral, o quarto trimestre de 2007 superou em 7,4% o mesmo período de 2006 e foi 1,8% maior que o terceiro trimestre de 2007.

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria gaúcha cresceu 5,6%, com oito dos 14 ramos pesquisados apontando crescimento na produção. As pressões positivas vieram novamente dos setores de máquinas e equipamentos (32,1%), refino de petróleo e produção de álcool (23,1%) e veículos automotores (14,2%). Nestes segmentos, sobressaíram aparelhos de ar-condicionado, máquinas para colheita, óleo diesel, automóveis e carrocerias para ônibus.

Em sentido contrário, as maiores influências negativas no cômputo geral vieram de calçados e artigos de couro (-12,1%), em decorrência, sobretudo, da menor produção de calçados, e mobiliário (-17,9%), devido aos decréscimos nos itens assentos e cadeira de metal e armários de madeira. Em bases trimestrais, ao crescer 7,4% no último trimestre de 2007, o setor industrial gaúcho completa o quarto trimestre de resultados positivos e acelera seu ritmo frente à taxa do terceiro (5,8%).


Fonte: http://jcrs.uol.com.br


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