Produção industrial cai em 7 dos 14 locais pesquisados
RS ficou entre os Estados com produção abaixo da média nacional, de -0,3%
Os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostram queda em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro ante dezembro. Todos atingiram taxas abaixo da média nacional (-0,3% no período, segundo divulgou o instituto na semana passada): São Paulo (-1%), Minas Gerais (-0,9%), Rio Grande do Sul (-1%), Pernambuco (-1,5%), Espírito Santo (-2,7%), Paraná (-3,4%) e Ceará (-3,5%).
Entre as áreas que ampliaram a produção, Bahia (10,8%) e Amazonas (9,4%) alcançaram as taxas mais expressivas. Na comparação com janeiro de 2006 - período em que houve alta de 4,5% no total do País -, os índices regionais apresentam expansão em todos os locais pesquisados, exceto no Ceará, que registrou queda de 5,4%, "refletindo o forte impacto negativo vindo do setor de refino de petróleo e produção de álcool.
De acordo com os dados, entre as áreas com taxas positivas, acima da média nacional, figuram: Goiás (18,4%), Pará (10,6%), Amazonas (8,4%), Bahia (6,3%), Minas Gerais (6,2%), Rio Grande do Sul (6,2%), Pernambuco (5,1%), Região Nordeste (5,0%) e Espírito Santo (4,7%). Também com resultados positivos, porém abaixo do crescimento do Brasil, ficaram o Paraná (3,2%), São Paulo (3,1%), Santa Catarina (2,3%) e Rio de Janeiro (2,1%).
Rio Grande do Sul
Em janeiro, a produção industrial do Rio Grande do Sul ajustada sazonalmente recuou 1,0% frente a dezembro, após crescer por dois meses consecutivos, período em que acumulou 3,8% de expansão. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, com avanço de 0,9% entre os trimestres encerrados em janeiro e dezembro, manteve a trajetória de crescimento dos últimos sete meses, acumulando um ganho de 5,6%.
Na comparação com janeiro do ano passado observa-se avanço de 6,2%, resultado bastante superior ao do fechamento do quarto trimestre de 2006 (1,2%), enquanto o indicador acumulado nos últimos doze meses assinalou taxa negativa (-1,4%).
O acréscimo de 6,2% no indicador mensal da indústria gaúcha reflete, sobretudo, o crescimento observado em dez das quatorze atividades pesquisadas. Dentre essas, com as maiores contribuições sobre a média global, destacam-se: veículos automotores (40,6%), refino de petróleo e produção de álcool (20,4%) e alimentos (7,2%). Nesses setores, os maiores impactos vieram de eixos e semi-eixos e automóveis; gasolina e naftas; e carnes de suínos congeladas. Por outro lado, a maior pressão negativa foi assinalada por calçados e artigos de couro (-13,3%), em função, sobretudo, da queda na produção de calçado sintético e tênis de couro.
O acumulado nos últimos doze meses, mesmo mostrando taxa negativa em janeiro (-1,4%), mostra redução no ritmo de queda frente ao resultado de dezembro (-2,0%).
Fonte: www.ibge.gov.br








