Produção industrial cresce 3,1% no país em 2005
Os juros mais altos em 2005 prejudicaram os números da indústria, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial acumulou em 2005 um crescimento de 3,1%. Em 2004, o crescimento da produção industrial ficou bem superior, em 8,3%.
Dados do IBGE mostram também que a produção industrial cresceu 2,3% em dezembro de 2005 na comparação com o mês anterior. Este crescimento já está livre de influências sazonais - sem os efeitos temporais desta época do ano - e foi o maior na comparação com o mês anterior, desde outubro de 2003. O dado comparativo com novembro ficou dentro das expectativas dos analistas, que variavam entre 0,90% a 3,4%, e acima da média, de 1,10%.
O chefe da coordenação de indústria do instituto, Silvio Sales, explica que na sua avaliação dezembro do ano passado foi o melhor dezembro para a indústria desde 1991, com o maior patamar de produção. Ele explica que, ao analisar os dados ante mês anterior sem o ajuste sazonal - indicador que não é divulgado pelo IBGE - houve uma queda de 6,5% na produção da indústria em dezembro ante novembro.
Segundo ele, o último mês do ano sempre apresenta, nas contas sem ajuste, um recuo ante mês anterior, mas tradicionalmente essa queda gira em torno de 10%. Como a diminuição foi menor em dezembro do ano passado, isso confirma, segundo ele, o bom desempenho recorde no último mês de 2005.
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| Fonte: IBGE |
Em relação a dezembro de 2004, houve crescimento de 3,2%. Os técnicos do IBGE avaliam no documento de divulgação da taxa que "a dimensão do crescimento em dezembro sugere que os efeitos negativos sobre o ritmo de produção, recorrente de uma fase de ajuste de estoques, podem estar se esgotando". O último trimestre do ano também mostrou resultados positivos, tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (1,0% na série ajustada sazonalmente), como frente ao quarto trimestre de 2004 (1,4%). O desempenho industrial em dezembro foi especialmente influenciado pelos setores produtores de bens de consumo (duráveis e não-duráveis). O destaque ficou por conta dos bens de consumo duráveis, cuja produção cresceu 17,6% - marca bem acima das observadas em bens de capital (5,8%) e em bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (3,5%). Este aumento para os bens duráveis foi puxado por veículos automotores, celulares, e eletrodomésticos da linha marrom (TV, rádio e som). Esses produtos representaram também o principal impacto na expansão de 14,1% nessa categoria ante dezembro de 2004.
Sales destacou que a reação da indústria em dezembro reflete continuidade do bom desempenho das exportações, aumento da massa salarial e redução dos juros, com os reflexos positivos sobre a expectativa de empresários e consumidores. Segundo ele, a continuidade dessa reação nos próximos meses vai depender da "sustentação do aumento da demanda" e um dos termômetros será o resultado do desempenho das vendas do varejo em dezembro, que será divulgado na próxima semana.
Para 2006, a estimativa média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), continua em 3,50%, há 38 semanas. Os dados constam do relatório de mercado pesquisado pelo Banco Central junto a instituições financeiras.
Os analistas elevaram a estimativa média para o superávit da balança comercial de 2006, de US$ 38 bilhões para US$ 38,7 bilhões. A previsão para a entrada de investimentos estrangeiros manteve-se em US$ 15 bilhões.
A projeção média dos analistas para as contas correntes brasileiras em 2006 ficou em superávit de US$ 8,15 bilhões. Para a produção industrial, a mediana das expectativas dos analistas aponta crescimento de 4% em 2006.
Fontes:
- Agência Estado
- Jornal do Comércio
- Valor Online
- IBGE









