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Retomada da economia brasileira deve guiar ações do setor industrial em 2010

Emergindo da crise financeira do ano passado, o setor industrial brasileiro passou 2009 contabilizando os prejuízos do desaquecimento da atividade econômica global e da forte valorização do real frente ao dólar, que da casa dos R$ 2,40 em março, voltou a se situar a região de R$ 1,70 durante novembro e dezembro.

Com perspectivas de que a moeda brasileira não ultrapasse a casa de R$ 1,80 no próximo ano, os analistas esperam uma menor contribuição das exportações para a recuperação do setor industrial em 2010, que deve ser encabeçada pelo consumo interno.

“As perspectivas de crescimento da economia brasileira em 2010 contam com uma forte recuperação da indústria (...) com destaque para a indústria de bens de consumo duráveis, fortemente influenciada pelo setor automotivo”, revelam os analistas da Link Investimentos.

Na visão dos analistas, o setor alcançou o piso da produção no início do ano, consolidando seu processo de recuperação (gradual) ao longo de 2009. Mesmo com o ritmo de aquecimento da atividade, a produção industrial neste ano deve ficar negativa em 8,1% na variação anual, aponta a equipe da Link.

A reviravolta
Atingido o piso, o próximo ano promete ser proveitoso para a indústria brasileira, com o restabelecimento do nível de utilização da capacidade instalada próximo de 80%, como já mostram dados de setembro e outubro. Vale lembrar que em janeiro, o índice atingiu 78,1%.

“A queda observada resultada de combinação da maturação de projetos de investimentos com a acomodação da atividade e sinaliza que a indústria opera com alguma margem de ociosidade”, avalia a Link.

“Isso significa que vamos entrar em 2010 com um nível elevado de crescimento”, projeta Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Na visão da confederação, a indústria será o componente do PIB nacional que mais influenciará positivamente o crescimento econômico em 2010 no lado da oferta, com expansão prevista de 7% para o ano que vem, recuperando-se da vertiginosa queda de 2009.

O otimismo dá lugar à cautela quando o assunto é o ritmo da recuperação. Para os analistas da corretora, a retomada da produção industrial não deve ser uniforme ao longo do tempo, com os setores que mais foram penalizados durante a crise se recuperando mais rapidamente, “principalmente bens intermediários e bens de capital”.

Na visão do gerente-executivo, a retomada dos patamares verificados no período pré-crise será efetiva somente no primeiro semestre de 2010, tendo em vista que os indicadores industriais ainda estão em compasso de recuperação.

Perspectivas para 2010
Neste cenário favorável ao setor industrial para 2010, alavancado pela retomada da confiança do empresário, retomada do nível de utilização da capacidade instalada e a maior disponibilidade de crédito às empresas, analistas relacionam alguns papéis do setor em destaque para o ano que vem.

Embraer
Marcopolo
WEG
Iochope-Maxion
Randon

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Fonte: http://web.infomoney.com.br

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