Risco Brasil dispara quase 7% e dólar ultrapassa R$ 2,20 com EUA e dossiê
O risco Brasil disparou 6,57% nesta quinta-feira, para 243 pontos,maior patamar desde julho.
Segundo Breno Fernandes, diretor da área internacional da corretora Liquidez, são três os principais fatores que explicam tal elevação.
O golpe de Estado na Tailândia, ocorrido há dois dias, e os indicadores econômicos dos Estados Unidos divulgados hoje (21/9), os quais apontam para uma desaceleração da atividade, afetaram os mercados emergentes em geral. O risco Argentina tinha alta de 8,58%, aos 354 pontos.
Os investidores estão bastante assustados com a possibilidade de desaquecimento da maior potência mundial, até a palavra estagnação já foi mencionada na imprensa internacional.
No Brasil, a crise política também contribuiu muito para o nervosismo.
Câmbio
O dólar comercial teve alta de 1,42%, vendido a R$ 2,209.
Nelson Moraes, gerente de operações interbancárias de câmbio da corretora Fluxo, diz que ainda não se está notando, no mercado, uma corrida de instituições financeiras e empresas às compras para se precaver de uma piora do cenário. "Se estivesse acontecendo, certamente a moeda americana subiria muito mais", diz.
O dólar paralelo ficaria estável a R$ 2,33 e o turismo avançaria 1,32%, para R$ 2,30.
Denyse Godoy
Fonte: www.folha.uol.com.br








