RS é referência absoluta no uso de redes de cooperação
O conjunto das empresas cooperatividadas no estado contabilizam um aumento médio no faturamento de 26,5% após o ingresso nas redes de cooperação. O setor moveleiro conta com 13 redes.
O programa de Redes de Cooperação foi criado em 2000 como uma estratégia de competitividade e sustentabilidade das pequenas e médias empresas. Desde o lançamento do programa já foram criadas 163 redes no estado que representam cerca de quatro mil empresas. Para 2008 está prevista a criação de outras 60 redes no estado. O programa foi implementado também em outros estados brasileiros, mas não existe nada parecido com o que já temos por aqui", apontou Tiago Simon, diretor executivo da ViaRedes, entidade que presta consultoria a diversas redes do estado.
As redes que já estão em operação respondem por um faturamento anual em torno de RS$ 3,5 bilhões e atendem um público de 1,5 milhão de pessoas. Os dados foram apresentados no II Encontro de Redes de Cooperação da Cadeia Moveleira, realizado dia 30 de abril no Teatro da UCS, em Caxias do Sul, numa promoção da Movergs com apoio da UCS, Sedai, e Centro Gestor de Inovação Moveleira.
O setor moveleiro conta com 13 redes, entre elas a Afecom - Associação dos Fabricantes de estofados e Móveis Complementares -, cujo case foi apresentado por Luiz Attilio Troes, empresário moveleiro e presidente da rede.A Afecom foi constituída em 2001 por empresas interessadas em incrementar as exportações. Atualmente seis empresas integram a Afecom e contabilizam conquistas importantes na prospecção de novos mercados na América do Sul, incremento de negócios no Projeto Comprador, participação de feiras internacionais e ações conjuntas em marketing e publicidade. "A ação cooperada reduziu os custos individuais para cada empresa", concluiu Attilio Troes.
O conjunto das empresas cooperativadas no estado contabilizam um aumento médio no faturamento de 26,5% após o ingresso nas redes de cooperação. Pesquisa realizada pela Feevale num universo de 2.983 empresas associadas apontou que 54% das empresas concordam que houve um aumento do faturamento bruto, 65% apontaram incremento no número de clientes e 71,9% redução nos custos de compras, entre outros itens pesquisados. " A experiência tem demonstrado que as redes são uma estratégia eficaz de competitividade e sobrevivência das pequenas e médias empresas nos mercados nacional e internacional", destacou Maristela Cusin Longhi, presidente da Movergs.
Acesse aqui as apresentações do II Encontro Estadual de Redes de Cooperação.
Fonte: www.movergs.com.br








