Seguro-desemprego é ampliado em 3 setores industriais
O impacto do dólar barato no mercado de trabalho levou o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) a ampliar as parcelas do seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos nas indústrias calçadista, moveleira (madeira) e de máquinas e equipamentos agrícolas.
Os desempregados desses setores estão concentrados em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Pela decisão de ontem, 18/7, os trabalhadores terão direito a duas parcelas adicionais. O custo total da ampliação das parcelas será de R$ 72,1 milhões (dinheiro vindo do FAT) e atenderá a 76.992 desempregados.
O secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Remígio Todeschini, explicou que o conselho vem acompanhando a queda no nível de emprego desses setores há mais de 12 meses.
No ano passado, o Codefat já havia ampliado as parcelas do seguro-desemprego para o setor calçadista. A legislação do FAT já permite o aumento de duas parcelas para grupos econômicos em dificuldades.
Pela regra geral, os demitidos podem receber de três a cinco parcelas do seguro-desemprego, dependendo do tempo de serviço nos últimos três anos. O valor mínimo mensal é o salário mínimo (R$ 350). O máximo, R$ 654,85.
Ontem o conselho (formado por governo, trabalhadores e empresários) aprovou três resoluções beneficiando os setores calçadista, moveleiro e de fabricação de tratores, máquinas e equipamentos agrícolas.
Para os demitidos no setor de máquinas agrícolas, as parcelas adicionais valem para quem perdeu o emprego entre janeiro de 2005 e junho deste ano. O Ministério do Trabalho estima em 13.869 os beneficiados. "O benefício não vale para quem for demitido a partir de agora porque não há mais demissões. O setor já está trabalhando no limite." Os Estados mais afetados são PR, SP e RS.
No setor moveleiro, o Sul concentra a maioria das demissões. Com a extensão do benefício, serão atendidos 20.020 trabalhadores demitidos entre janeiro e junho deste ano.
Para os demitidos no setor de calçados, as parcelas adicionais chegarão ao bolso de 43.103 trabalhadores, reunidos principalmente no Ceará, em São Paulo e no Rio Grande do Sul.
Fonte: www.folha.uol.com.br








