Varejo tem alta de 6,8%
Depois de titubear nos últimos dois meses, o faturamento real do comércio varejista, um dos principais indicadores da atividade econômica do país, registrou alta de 6,8% em julho frente ao mesmo mês no ano passado. Segundo informou em 25/8 o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), o Índice Antecedente de Vendas (IAV) superou as expectativas iniciais, que apontavam para avanço real de 5,6%.
Apesar do arrocho promovido pelo Banco Central na taxa básica de juros (Selic) e do encarecimento do crédito, as perspectivas para o varejo se mantêm favoráveis. Para agosto, o IDV espera que o setor alcance seu pico de vendas. A estimativa é de crescimento de 7,1% em relação a igual mês de 2009. Em setembro e outubro, porém, espera-se um aumento, na média mensal, de 5,2% sobre as vendas dos mesmos meses do ano anterior.
Na avaliação de Fernando de Castro, conselheiro do instituto, essa desaceleração não pode ser vista com preocupação, pois não se trata de uma queda. “Vamos registrar incremento sobre o ano passado. Só não avançaremos a taxas de 7% a 8%, como crescemos em 2009 em relação a 2008”, disse. Ele ressaltou que o setor computou saltos expressivos por três segundos trimestres consecutivos, graças ao aumento da renda e do emprego formal. O executivo acrescentou que, pelo levantamento da IDV, no acumulado do ano, mais de 76% de seus associados acreditam que o aumento das vendas deve igualar ou superar em 5% os resultados de 2009.
A fonte de informações para o Índice Antecedente de Vendas é um grupo de 35 empresas varejistas dos setores de alimentação, eletrodomésticos, móveis, utilidades domésticas, higiene e limpeza, cosméticos, material de construção, medicamentos, vestuário e calçados, que, juntas, faturam R$ 100 bilhões por ano. Entre elas, estão o Grupo Pão de Açúcar, Walmart, Magazine Luíza, Telha Norte e Leroy Merlin.
Fonte: www.correiobraziliense.com.br - 27/8/2010








