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Vendas de móveis devem crescer 6% em dezembro


A decisão do governo de estender a isenção do IPI para o setor de móveis deve gerar um aumento de 6% nas vendas em dezembro, de acordo com previsão da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Também otimista, o presidente da Abimovel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), José Luiz Diaz Fernandez, acredita que as vendas devem crescer 15% no acumulado dos três primeiros meses de 2010. A medida foi um alívio para o segmento, que vinha sofrendo perdas de 10% ao mês.

No entanto, o setor já apresentava sinais de recuperação antes da isenção do imposto, de acordo com o economista Marcel Solimeo, superintendente institucional da ACSP. Para ele, a alta disponibilidade de crédito atual vinha colaborando para uma estabilização das vendas.

Na opinião do economista, a medida demorou para ser tomada, mas deve trazer muitos benefícios para a economia. “Teria sido melhor se [a isenção do IPI] fosse adotada antes, mas é uma decisão positiva porque vai promover o aumento das vendas e deixa mais dinheiro para o consumidor e para as empresas”.

Já José Domingos Alves, supervisor geral das Lojas Cem, acredita que a medida foi tomada no tempo certo. “Não houve demora para a redução. Isso tem que ser feito por partes, pois o governo também tem necessidade de arrecadação. Antes tarde do que nunca.”

A isenção do IPI para móveis foi anunciada na tarde da última quarta-feira, dia 25, pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. A medida vale para móveis de madeira, plástico, aço e ratan e deve vigorar até o dia 31 de março de 2010.

“Há também uma grande promoção do comércio de móveis, pois toda a imprensa está falando sobre o desconto. Isso acaba colaborando ainda mais com o aumento das vendas”, concluiu Solimeo, que acredita na possibilidade de aumento nas vagas de trabalho no setor a médio prazo.

Para Fábio Pina, economista da Fecomercio (Federação do Comércio do estado de São Paulo), o fim da isenção de IPI em abril do ano que vem, no entanto, pode gerar efeitos negativos no comércio de móveis. “Quando a medida chegar ao fim, a tendência é as vendas caírem”, comentou.

Fonte: www.band.com.br

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