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Volatilidade e humor no ambiente externo dão o tom nos negócios

Indicadores de atividade dos EUA devem ocupar o foco de atenção nos próximos dias.

A expectativa no mercado brasileiro é de que a volatilidade deve permanecer nos negócios nesta semana, com os investidores em busca de informações sobre o que houve nos últimos pregões e os efeitos dessa forte correção vivida nos mercados internacionais. Indicadores de atividade dos Estados Unidos devem ocupar o foco de atenção na agenda de divulgações nos próximos dias, quando a pauta brasileira conta com números de inflação, produção industrial, reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e dados de fluxo cambial.

– Com ou sem justificativa, o cenário não está consolidado e, portanto, acreditamos em aumento da volatilidade das ações em função das incertezas advindas, principalmente, do mercado externo. Neste sentido, acreditamos que se reduz a importância sobre os índices de inflação e aumenta-se a dos dados de atividades da economia americana, para os quais esperamos maior acomodação – avalia a equipe de análise da corretora Ativa S.A., em relatório.

Na pauta desta segunda, os agentes financeiros repercutem as últimas projeções da pesquisa de mercado do BC e os números semanais das contas do comércio exterior nacional. Logo cedo, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou alta de 0,33% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo de fevereiro. Nos EUA, o Institute for Supply Management (ISM) divulga o desempenho do setor de serviços daquele país no mês passado.

O fechamento negativo nas bolsas da Ásia e o viés negativo nos primeiros negócios na Europa devem influenciar as operações locais, enquanto os investidores aguardam pela abertura do mercado acionário em Wall Street – onde os índices futuros registram perdas. O Nikkei 225, de Tóquio, abriu a semana com queda de 3,34%. O Shanghai Composite Index caiu 1,63%.

No calendário norte-americano para os próximos dias, a revisão final sobre a produtividade e o custo de mão-de-obra nos Estados Unidos no quarto trimestre de 2006, concentra o foco amanhã. Também serão conhecidas as vendas de casas pendentes e as encomendas da indústria de janeiro. Na quarta, a atenção deve ficar sobre o Livro Bege, do Federal Reserve (Fed) – compilação de dados reunidos pelas unidades regionais do banco central americano sobre o ritmo da atividade econômica naquele país.

O mercado de trabalho dos EUA é o destaque da sexta, com o número de geração de vagas, taxa de desemprego e rendimento por hora trabalhada de fevereiro naquele país. Ainda será analisado neste dia a balança comercial norte-americana em janeiro.

No Brasil, os agentes estarão atentos ao comportamento da produção industrial nacional em janeiro, que será divulgada nesta terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No dia seguinte, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informa o Índice geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) do segundo mês do ano e o Banco Central (BC) divulga o fluxo cambial de fevereiro. Após o fechamento do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia sua decisão sobre a taxa Selic.

O IBGE volta a chamar a atenção na sexta com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro. O indicador é usado pela autoridade monetária brasileira como parâmetro para sua política de juros.


Fonte: Valor Online


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