Grupo dos transportes debate logistica no RS
O Grupo Executivo de Acompanhamento dos Debates sobre Infra-estrutura - Transportes abordou o tema logística, na reunião realizada nesta segunda-feira (18), à tarde, na Sala Salzano Vieira da Cunha da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Nas últimas semanas, foram analisados os modais ferroviário, hidroviário, rodoviário e aeroviário.
A reunião teve o
comando de um dos coordenadores e relatores do grupo, o diretor da
Secretaria de Infra-estrutura e Logística (Seinfra), Paulo Lomando.
"A
BR-116 norte é o segundo maior gargalo do Brasil", afirmou Paulo Renato
Menzel, representante da Fiergs, que apresentou a visão da federação
sobre transportes rodoviários e logística, conforme o projeto Agenda
2020.
"Pode-se levar até duas horas entre Porto Alegre e Novo Hamburgo", alertou.
O
palestrante falou sobre a necessidade de se buscar fontes de energia
renováveis para o Estado. E contou que a Agenda 2020 reúne hoje 250
colaboradores voluntários, que se encontram semanalmente para trabalhar
no projeto iniciado em 2005.
Integração entre processos Frank
Woodhead, diretor da CTIL, empresa de logística e transportes
integrados, e do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e
Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), lembrou que o
Estado está longe de seus mercados. Segundo ele, os principais
problemas enfrentados estão na falta de integração dos processos, o que
acarreta custos de 15 a 20% maiores.
"Se o Porto de Rio Grande
funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, todos os outros atores
deveriam trabalhar assim também", justificou. Ele listou problemas
relacionados à infra-estrutura. Desde a falta de duplicação das
estradas e os pedágios altos, passando pelo layout antigo das ferrovias
e pelo o curto trajeto das hidrovias, e chegando à legislação
tributária. "Há 27 legislações de ICMS diferentes no país e 44
alíquotas diversas", ponderou.
Entre as soluções apontadas por
Woodhead estão o alinhamento e a integração dos processos para a
desburocratização do sistema; a implantação contínua dos projetos de
infra-estrutura chancelados pela sociedade; e a reforma e modernização
do sistema tributário e fiscal.
Portos precisam se preparar para
grandes navios A terceira convidada da tarde, Ana Paula Quaresma,
gerente para o Rio Grande do Sul da CMA CGM, empresa de navegação
francesa, apresentou a visão logística do país e do Estado com enfoque
no armador. Ela alertou: "Precisaremos de portos com calado de tamanho
suficiente para operar os navios grandes que estão para chegar". E
acrescentou: "Nosso mercado é livre e competitivo com investimentos
altos. Necessitamos de parcerias com outros armadores para mantermos um
serviço regular".
Ana Paula explicou que o custo médio no Brasil
para um navio atracar em um porto é de U$ 14 mil. "A praticagem
representa 40% deste custo", afirmou. "O Porto de Rio Grande está nesta
média, mas achamos que o custo possa ser reduzido, principalmente se
for diminuído o valor da praticagem". A especialista lembrou que o
Porto de Rio Grande tem uma vantagem competitiva em relação aos outros
grandes portos do país: "Tem os três modais envolvidos - rodoviário,
ferroviário e hidroviário. Só que eles precisam ser desenvolvidos para
que funcionem". Com informações da Assembléia Legislativa do Rio Grande
do Sul. (AB).







