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Grupo dos transportes debate logistica no RS

by Andréia Ladevig last modified 2008-08-21 14:57

O Grupo Executivo de Acompanhamento dos Debates sobre Infra-estrutura - Transportes abordou o tema logística, na reunião realizada nesta segunda-feira (18), à tarde, na Sala Salzano Vieira da Cunha da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Nas últimas semanas, foram analisados os modais ferroviário, hidroviário, rodoviário e aeroviário.

A reunião teve o comando de um dos coordenadores e relatores do grupo, o diretor da Secretaria de Infra-estrutura e Logística (Seinfra), Paulo Lomando.

"A BR-116 norte é o segundo maior gargalo do Brasil", afirmou Paulo Renato Menzel, representante da Fiergs, que apresentou a visão da federação sobre transportes rodoviários e logística, conforme o projeto Agenda 2020.

"Pode-se levar até duas horas entre Porto Alegre e Novo Hamburgo", alertou.

O palestrante falou sobre a necessidade de se buscar fontes de energia renováveis para o Estado. E contou que a Agenda 2020 reúne hoje 250 colaboradores voluntários, que se encontram semanalmente para trabalhar no projeto iniciado em 2005.

Integração entre processos Frank Woodhead, diretor da CTIL, empresa de logística e transportes integrados, e do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), lembrou que o Estado está longe de seus mercados. Segundo ele, os principais problemas enfrentados estão na falta de integração dos processos, o que acarreta custos de 15 a 20% maiores.

"Se o Porto de Rio Grande funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, todos os outros atores deveriam trabalhar assim também", justificou. Ele listou problemas relacionados à infra-estrutura. Desde a falta de duplicação das estradas e os pedágios altos, passando pelo layout antigo das ferrovias e pelo o curto trajeto das hidrovias, e chegando à legislação tributária. "Há 27 legislações de ICMS diferentes no país e 44 alíquotas diversas", ponderou.

Entre as soluções apontadas por Woodhead estão o alinhamento e a integração dos processos para a desburocratização do sistema; a implantação contínua dos projetos de infra-estrutura chancelados pela sociedade; e a reforma e modernização do sistema tributário e fiscal.

Portos precisam se preparar para grandes navios A terceira convidada da tarde, Ana Paula Quaresma, gerente para o Rio Grande do Sul da CMA CGM, empresa de navegação francesa, apresentou a visão logística do país e do Estado com enfoque no armador. Ela alertou: "Precisaremos de portos com calado de tamanho suficiente para operar os navios grandes que estão para chegar". E acrescentou: "Nosso mercado é livre e competitivo com investimentos altos. Necessitamos de parcerias com outros armadores para mantermos um serviço regular".

Ana Paula explicou que o custo médio no Brasil para um navio atracar em um porto é de U$ 14 mil. "A praticagem representa 40% deste custo", afirmou. "O Porto de Rio Grande está nesta média, mas achamos que o custo possa ser reduzido, principalmente se for diminuído o valor da praticagem". A especialista lembrou que o Porto de Rio Grande tem uma vantagem competitiva em relação aos outros grandes portos do país: "Tem os três modais envolvidos - rodoviário, ferroviário e hidroviário. Só que eles precisam ser desenvolvidos para que funcionem". Com informações da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. (AB).


Fonte: http://www.cartadelogistica.com.br/website/