Melhoria logística com uso de etiquetas RFID
O case da Suzano afirma melhoria no fluxo logístico com a contínua utilização da Tecnologia da Informação e com o uso das etiquetas RFID.
A Suzano Papel e Celulose continua utilizando a TI como aliada. A companhia acaba de colocar em funcionamento sua segunda linha de processamento na fábrica de Mucuri,
no extremo sul da Bahia, o que resultou no aumento em 200% do volume
produzido na unidade em 2007. Isso significa que, em vez de 200
caminhões entrando e saindo todos os dias da planta, esse número passou
para 600.
Diante desse cenário, a companhia se viu obrigada a
melhorar o fluxo logístico interno da planta industrial e, para
tanto, optou pela implantação leitores de radiofreqüência em pontos chave e
passou a utilizar etiquetas de identificação nos caminhões. Assim,
desde abril, quando um caminhão de madeira se aproxima da entrada da
fábrica, é rapidamente identificado e um painel indica para qual
triturador a carga deve ser encaminhada. “Assim, sabemos quem entra, a
que horas e para onde vai. E passamos a obter também os tempos
parciais”, explica José Carlos Costa, diretor de tecnologia da
informação da companhia.
Todo o fluxo logístico é feito em uma
maquete eletrônica e há sistemas de inteligência logística para
melhorar os processos. “Podemos otimizar os processos de carregamento e
expedição, por exemplo. Estamos trabalhando nisso de forma contínua”,
comemora Costa. Segundo ele, a introdução do RFID já rendeu, logo após
sua ativação, a redução em 10% do tempo que um caminhão leva pra
completar todo o ciclo. “Um caminhão de madeira sai da fábrica em 61
minutos. Quando há qualquer atraso, o sistema apita e a equipe corrige
a falha que provocou uma fila, por exemplo”, afirma o diretor de TI.
“Quase não há imprevistos -
são poucas as surpresas - e, por isso, é possível ganhar muito
dinheiro. Sempre existem rearranjos pontuais, mas em geral, é bem
monótono. E isso é incrivelmente bom”, garante Costa. A implantação do
rastreamento em ambiente controlado foi definida como algo simples pelo
executivo. Ele alerta, porém, que é preciso entender as mudanças
estruturais necessárias para o bom funcionamento de um sistema desse
tipo.
O abastecimento de madeira na fábrica da Suzano era
coordenado por apenas uma pessoa. Depois do RFID, os requisitos para
controlar o ambiente mudaram e um gestor de fluxo não é mais
necessário, mas sim um analista de processos. “Esse trabalho não se
resume mais ao gestor de tráfego. É preciso treinar gente e mudar a job discription que passará a ser analisar e melhorar o modelo”.
Costa
lembra que nem tudo pode estar sob controle, já que a frota da Suzano é
terceirizada, mas, na medida do possível, o controle do fluxo da
fábrica permite, por exemplo, avisar o campo de onde está sendo
extraída a madeira, qual caminhão irá buscar a quantidade já
determinada de carga e o horário que isso deve ocorrer. “Isso não
existia, definitivamente”, conclui.
Fonte: COMPUTERWORLD







