2005, Um ano para esquecer? 22/02/2005
Seria 2005 um ano a esquecer? Afinal o que não nos mata nos fortalece!
As experiências que passamos, acumuladas ao longo da vida, definem quem somos, nossa visão de mundo e nosso preparo para reagir às situações, boas ou adversas. Ou seja, o nosso passado ajuda a construir o nosso futuro. É bom relembrar disso quando encerramos um ano como 2005.
Não foi um período fácil. Qual empresa do setor moveleiro não sofreu com os juros altos e com a obstinação do governo em manter uma política de contenção de inflação e de superávit primário que sacrifica o setor produtivo? Qual empresário exportador não entrou quase em pânico quando o câmbio baixou a R$ 2,15, tendo contêineres e mais contêineres de móveis a entregar para cumprir contratos fechados a um dólar de R$ 2,80? Quem não perdeu pelo menos uma noite de sono tentando achar uma solução para manter a fábrica funcionando e não demitir nenhum funcionário, mesmo com o varejo reduzindo pedidos? É como nos disse, outro dia, um empresário moveleiro: sempre, quando o mercado interno retraía, o externo ia muito bem. Esse ano os dois estavam difíceis.
Por tudo isso, vem a pergunta: seria 2005 um ano a esquecer? Eu acho que não. Ao contrário. 2005 é um ano para lembrar sempre. Afinal, como diz o ditado, o que não nos mata, nos fortalece. Foi difícil? Foi. Ficou gente pelo caminho? Ficou. Projetos tiveram que ser abandonados? Tiveram. E daí?
Daí que somos os únicos responsáveis pelo rumo de nossas empresas e de nossas vidas. Daí que 2006 já chegou, e é hora de começar tudo de novo, corrigindo as falhas, repetindo os acertos, fazendo grandes planos. Alguns talvez tenham que ser abandonados, esmagados pela conjuntura econômica, pelo mercado (ah, esse mercado!), pelas limitações de nossa força de venda. Mas outros certamente vão se transformar em projetos concretos e bem sucedidos.
É mais ou menos o que eu costumo dizer para minha equipe quando chegamos numa situação de crise porque alguma coisa muito grave está acontecendo: "Não somos pagos para achar problemas, somos pagos para achar uma solução e fazer acontecer de qualquer jeito".
Vamos todos fazer acontecer em 2006!
Fonte: Araceli Silveira, Gerente de Mrketing Rvista Emobile - 06/02/2005








