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6º Encontro em Caxias destaca resultados de pesquisas

Profissionais ligados ao setor moveleiro gaúcho participaram do 6º Encontro da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, promovido pela Movergs CGI Móveis e o Sindimadeira, em 22 de novembro.

Desde 2006, o encontro realizado anualmente passou a ser promovido em diferentes pólos, conforme proposta da Movergs de interiorizar a entidade. Caxias do Sul sediou esta sexta edição do evento, cujo objetivo é mapear os cenários, possibilidades, gargalos e responsabilidades do setor moveleiro.

“Os resultados destes encontros têm colaborado na definição do planejamento estratégico e das ações da Movergs. Exemplo disto é a criação do Projeto Comprador RS que vai reunir em mesa de negociação pequenas empresas de móveis seriados com grandes redes de lojas do Estado”, anunciou Jorge Mattiello, vice-presidente da Movergs. Segundo ele, a primeira rodada de negociações está prevista para fevereiro.

Outra novidade apresentada no evento foi o relatório da pesquisa Perfil da Indústria Moveleira do Estado do Rio Grande do Sul, desenvolvida em parceria com a Universidade de Caxias do Sul. Num universo de 1230 empresas, os autores identificaram entre outros itens o perfil do tipo de produção, sendo 69% artesanal, 17% semi-seriado e 14% seriado.

O relatório mostra vários aspectos do setor, desde os tipos de móveis fabricados, processos de qualidade até as formas de comunicação com o mercado. Segundo a pesquisa, 90% das empresas gaúchas não exportam e 76% delas comercializa os móveis na própria região ou no Estado. A pesquisa considera o percentual sobre o universo de empresas pesquisadas e não sobre a produção. Segundo Mattiello, a construção deste perfil colabora com a Movergs no desenvolvimento do setor como um todo.

A palestra sobre Plano Estratégico do Programa Floresta-Indústria RS traçou uma radiografia do setor florestal no estado. O engenheiro florestal Doádi Antônio Brena, assessor do Sedai, apontou que houve uma recuperação das florestas naturais nos últimos 20 anos, chegando hoje a 17,5% da área do RS, bem superior aos 6% registrados na década de 80.

Segundo metas traçadas em 2002 pelo governo e entidades do setor, o estado deve ampliar sua base florestal em 1 milhão de hectares em 10 anos. O objetivo é que esta nova base florestal seja de manejo sustentável e múltiplo uso (madeira, papel, móveis,etc.).

A Competitividade na Cadeia Produtiva foi abordada por Hélio Henkin, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, situando o setor moveleiro no conceito de “cluster” (pólo de indústrias, fornecedores e serviços que interagem entre si a favor do desenvolvimento). “A proximidade geográfica dos agentes é um trunfo competitivo”, definiu o especialista exemplificando com o caso do pólo de Bento Gonçalves. A pesquisa desenvolvida pela UFRGS identificou adensamentos e lacunas na cadeia moveleira em todo o estado.

Nas oficinas temáticas – Móveis, Base Florestal, Máquinas/Matérias-Primas/Equipamentos e Acessórios - realizadas no período da tarde foram ouvidas as demandas específicas de representantes de diversos pólos. Juntamente com a análise dos resultados das pesquisas e o trabalho de aproximação com os pólos, a Movergs vai definir ações para melhorar o desempenho do cluster gaúcho.

“Mudem, mudem, mudem. O diferencial de sucesso está na inovação da forma de gestar os negócios, que nem sempre precisa ser mudanças no produto, mas pode incluir serviços especiais. Temos que ter posturas de empresários e não de donos de empresa e o país está num excelente momento para firmar joint ventures com empresas internacionais.”

As recomendações ao setor moveleiro são de José Antônio Fernandes Martins, vice-presidente da Fiergs e diretor da Marcopolo, que palestrou na abertura oficial do 6º Encontro da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis.

Por Carla S. Schmitz Assessoria de Comunicação

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