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A Alemanha cresceu 2,5% em 2006, o maior registro em seis anos

MADRI - O PIB alemão cresceu 2,5% no ano passado, o dobro do registrado em 2005. O déficit público se mantém em 2% cumprindo, pela primeira vez em cinco anos, o limite do Pacto de Estabilidade (3%).

Boas notícias para a economia européia. Depois de cinco anos de um crescimento de apenas 1,5%, o produto interno bruto europeu cresceu 2,5% em 2006, segundo as primeiras estimativas do Instituto Estatístico Nacional.

O motivo deste excelente dado é que a Alemanha pôde cumprir o Pacto de Estabilidade referente ao déficit público (máximo de 3% do PIB) pela primeira vez em cinco anos. Segundo o Escritório Federal de Estatística, o desequilíbrio entre gastos e receita ficou em 2% do PIB, frente a 3,2% em 2005, graças ao aumento de receitas.

Com a realização da Copa do Mundo na Alemanha, a confiança de empresas e consumidores aumentou alcançando níveis que foram vistos antes da última crise econômica mundial, em 2001. A melhora da demanda interna, aliada à grande competitividade exportadora alemã, duplicaram o crescimento do PIB se comparados ao ano de 2005.

A maioria dos analistas aposta em uma desaceleração em 2007 devido ao aumento em três pontos no IVA: de 16% para 19%. Esta mesma medida prevê uma melhora da arrecadação, onde as contas públicas alemãs podem encerrar com um déficit de 1,2% neste ano e 0,6% em 2008. A Alemanha está se deixando notar em toda a Europa. A Comissão Européia elevou ontem em um décimo suas previsões de crescimento para o segundo trimestre, deixando-a em 0,7%. É um claro sintoma da recuperação européia.

As cifras dos trimestres passados também são positivas: segundo alguns dos principais institutos de estudos, a zona do euro pode ter acelerado no último trimestre de 2006. A alemã “IFO”, a francesa “Insee” e a italiana “ISAE” acreditam que a zona do euro cresceu 0,7%, dois décimos a mais que o terceiro trimestre.

Os três institutos apostam que a economia da zona do euro creça 2,7% neste ano. Também esperam uma desaceleração entre janeiro e março (até 0,3% em conseqüência do aumento da taxa IVA na Alemanha).

 

Itália, Grécia e Portugal seguem descumprindo o Pacto de Estabilidade

A boa situação da economia européia está permitindo que a maioria dos países da zona do euro cumpram o Pacto de Estabilidade e Crescimento no que se refere ao déficit público, que não deve superar 3% do PIB. O caso da Alemanha é o mais notável e ainda espera-se que a França volte a destacar-se.

Não será o caso da Grécia: as previsões feitas em novembro da Comissão Européia prevêem o percentual de 3,7% para este ano, o mesmo nível que Portugal. Mas a situação mais complicada é da Itália: no último dado publicado no dia 10 de janeiro, indicava o déficit de novembro em 4,1%. A Hungria tem déficit de 10,3%. 

No outro lado estão os países nórdicos: o único pertencente à zona do euro, Finlândia, alcançaria um superávit de 2,9%, enquanto Suécia e Dinamarca alcançariam 2,7% e 3,8%, respectivamente. A Espanha mantém uma cômoda situação fiscal e o superávit de 2006 pode rondar 1,5% do PIB.

O presidente do Parlamento Europeu, Josep Borrel, solicitou ontem um pacto de coordenação das políticas econômicas e monetárias que, na sua opinião, poderia significar meio ponto de crescimento do PIB conjunto.


Fonte: http://www.cincodias.com/articulo/economia/Alemania/crecio/25/2006/mejor/registro/anos/cdscdi/20070112cdscdieco_9/Tes/ - 12/01/2007


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