Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Mercado Apesar dos problemas, mais dinheiro no caixa
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Apesar dos problemas, mais dinheiro no caixa

Indústria catarinense vendeu 8,1% a mais no ano passado

As reclamações da indústria foram as mesmas ao longo do ano passado: o dólar barato dificultava as exportações; os juros altos encareciam os investimentos e afastavam, um pouco, os consumidores das compras; e os impostos elevados tiravam a competitividade dos produtos catarinenses. Fechado o ano e fechadas as contas, um bom resultado: o faturamento das médias e grandes indústrias catarinenses cresceu 8,1% em 2007, comparativamente a 2006. Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

O desempenho foi melhor que o da indústria brasileira. O faturamento do setor cresceu 5,1%, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os números catarinenses foram puxados por três segmentos: o alimentício, o de produtos metálicos e o de máquinas e equipamentos.

A maior disponibilidade de dinheiro pelo consumidor, seja pela melhoria nos salários ou pela disponibilidade de crédito, e o crescimento das exportações de carne turbinaram os negócios da indústria alimentícia, que viu um crescimento de 19,92% nas vendas.

As boas perspectivas para a economia brasileira levaram as empresas a investir mais. Isto ajudou indústria de produtos metálicos, que viu entrar 16,4% a mais de dinheiro no caixa. Nesse cenário otimista, quem saiu ganhando foram os fabricantes catarinenses de máquinas e equipamentos, que viram mais dinheiro entrar no ano passado. O faturamento cresceu 15%.

Setores fortemente dependentes das exportações e do mercado norte-americano viram as vendas ficarem menores no ano passado: a receita dos fabricantes de roupas encolheu 6,6%; a dos de madeira, 6,51%; os de móveis, 4,11%; e os de cerâmica, 3,62%.

Como normalmente é observado em dezembro, os feriados de fim de ano e as férias coletivas em boa parte das empresas derrubaram os índices das indústrias na comparação com novembro. As vendas tiveram redução de 14,91% no mês, as horas trabalhadas na produção caíram de 14,43% e a utilização da capacidade instalada diminuiu 1,62 ponto percentual. Somente as remunerações pagas cresceram 14,61%, em função do pagamento do 13º salário e das férias.

Fonte: http://www.an.com.br/2008/fev/08/0eco.jsp - 08/02/2008

Ações do documento