APEX-Brasil confirma para 2008 mais dois novos Centros de Negócios no exterior
APEX terá orçamento de 2008 aumentado em R$ 100 milhões, chegando a R$ 420 milhões. Segundo o presidente, Alessandro Teixeira, um dos novos Centros será na China e outro na América Latina.
A Agência de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)
terá um orçamento de R$ 420 milhões para trabalhar em 2008. A
confirmação é do presidente do organismo federal, Alessandro Teixeira,
que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (03/12) para uma
apresentação aos exportadores, na sede da Federação das Indústrias do
Rio Grande do Sul (Fiergs).
Segundo Teixeira, o orçamento é R$ 100 milhões a mais do que havia para
2007 e permitirá a continuidade de vários projetos. Até esta semana, a
Agência contabilizou entre suas ações deste ano, por exemplo, a
participação em 364 feiras no exterior e 51 missões comerciais. "Esses
dados envolvem ações em 45 países diferentes", disse.
Entre as novidades que o executivo da Agência divulgou no evento da
Fiergs, os cinco Centros de Distribuição mantidos pela Apex no exterior
(Miami, Lisboa, Frankfurt, Dubai e Varsóvia) passarão a se chamar
Centros de Negócios e os exportadores brasileiros poderão utilizá-los
não necessariamente para armazenagem, mas para um referencial aos
clientes. "Em Miami, o Centro está 80% de sua capacidade ocupada",
comentou.
Ainda sem poder adiantar detalhes, Teixeira afirmou que em 2008, mais
dois novos Centros serão inaugurados, possivelmente no primeiro
semestre, um com certeza na China. "O outro será na América Latina, mas
ainda é cedo para anunciar", ponderou. Entre os países cogitados,
Panamá, Colômbia e Chile, foram citados.
Do total investido na promoção de exportações (R$ 261 milhões,
divididos entre a Apex-Brasil e parceiros como entidades setoriais),
71% envolveram empresas gaúchas. Cerca de 580 grupos do Estado, o
equivalente a 17% do total atendido no país, se integraram às ações.
Atualmente, a Apex apóia 37 projetos que contam com empresas gaúchas,
os quais recebem um valor de R$ 170,8 milhões aplicado pela Agência.
"Mais de 51% de tudo aquilo que a Apex faz tem a economia gaúcha
envolvida. O segmento de couro e calçados é sem dúvida um dos que mais
estão participando das ações da Apex", apontou Teixeira.
Especificamente para o Rio Grande do Sul, os recursos de 2008 deverão
contemplar 10 ações para as quais a Apex investirá R$ 954,4 mil. O
presidente da Fiergs, Paulo Tigre, destacou que um dos objetivos da
entidade é estimular e facilitar o acesso de companhias de pequeno e
médio portes ao comércio exterior. "Estamos trabalhando em parceria
para desenvolver ações no sentido de potencializar os esforços. É
importante que as empresas persigam uma produção com valor agregado e
não desistam de exportar", afirmou.
De acordo com o presidente da Apex, existe um enorme potencial de novos
setores que precisam ser auxiliados, como o médico-odontológico,
calçados, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Alguns
setores vêm se articulando para um plano nacional, e até internacional,
de qualidade e exportação. É o caso do de erva mate, com seus derivados
como cerveja, óleos e cremes. "Isso pode ser um novo projeto a ser
desenvolvido pela Apex", adianta.
Com 9,5% de participação no total das exportações do Brasil de janeiro a outubro deste ano, o Rio Grande do Sul vê sua posição ameaçada especialmente pelo Paraná. As vendas externas do Estado no acumulado de janeiro-outubro deste ano atingiram um valor superior a US$ 12,5 bilhões, uma taxa de crescimento de 28,9% com relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: http://www.global21.com.br








