MOVELSUL: Aposta em novidades
A Movelsul abre hoje em Bento Gonçalves apostando na introdução de novos conceitos. Um dos projetos inéditos prevê a aproximação da indústria da construção civil com a moveleira, conjugando um padrão ainda desconhecido pelo grande público brasileiro: a oferta de imóveis já mobiliados. Outra novidade quer despertar o segmento para investir forte no público classe C, que vem crescendo como consumidor e exige um preço em conta sem dispensar a qualidade. Até sexta-feira, 23 mil profissionais devem visitar a feira.
Nesta edição, participam 357 expositores e são esperados visitantes de 68 países. A expectativa é movimentar US$ 300 milhões em negócios concretizados. O Projeto Comprador, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação (Apex), irá promover 400 rodadas de negociações entre 14 países. Estão confirmados encontros entre 20 importadoras e 90 empresas.
Incentivada pelo boom da construção civil, a organização da feira irá reunir pela primeira vez empresas do setor com indústrias moveleiras. Participarão 13 construtoras e 47 fabricantes de móveis.
– Queremos criar uma cultura de vender imóveis já mobiliados. Como o projeto é piloto, selecionamos construtoras de pequeno, médio e grande porte e com interesses diversos – explica o presidente da Movelsul, Marcelo Haefliger.
Outro segmento a ser desbravado é o dos móveis para a classe média baixa. A feira quer provar que é possível agregar valor sem elevar custos. O projeto Consumidor do Novo Brasil conta com uma casa mobiliada de 50 metros quadrados, no padrão dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. O custo de construção do imóvel ficou em R$ 60 mil. Outros R$ 6 mil foram gastos nos móveis.
– O acesso ao design para uma classe mais popular é possível. A Classe C ascendeu e vários segmentos querem uma fatia desse mercado. A indústria de móveis precisa ter estratégias para esse público – complementa Haefliger.
Fonte: Pioneiro (22/03/2010)








