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Aumenta a intenção de compra de móveis em Portugal, contrariando tendência europeia

Apesar do mercado de móveis apresentar um aumento em relação às intenções de compra dos portugueses para 2009, este sofreu um retrocesso em 2008. É essa a principal conclusão do estudo Observador Cetelem, "O consumo das famílias nos grandes mercados Europeus", que mostra ainda que esta tendência afetou o mercado europeu de móveis, sendo o português e o espanhol os mais prejudicados, com queda de 24% e 20%, respectivamente.

Já em países da Europa Central, como Eslováquia, República Checa, Sérvia e Rússia, foram observados crescimentos.

A preferência são as compras em grandes lojas

Segundo este estudo, a justificativa para que tenha havido menos compradores de móveis é, sobretudo, a morosidade observada no mercado da habitação, quer em termos de licenças concedidas como de construções novas.

Por outro lado, a pesquisa revela que em 2008 manteve-se a preferência de compra de artigos novos e de estilo moderno, seguindo-se o estilo clássico e design, e registando uma queda no estilo rústico. Este último aparece apenas na categoria de quartos para casal.

As grandes lojas especializadas são escolhidas em detrimento do comércio tradicional e dos hipermercados. Os distritos de Lisboa (291 euros) e Porto (287 euros), que têm maiores mercados e número de estabelecimentos, são os que apresentam os mais altos  orçamentos médios anuais voltados à compra de móveis. É no distrito do Porto que se encontra a maior fatia das lojas de mobiliário e artigos de iluminação do país.

Quando analisamos o volume de compras por distrito podemos constatar que em Porto, em 2007, foi registado um volume de 232 milhões de euros enquanto que, em 2008, o valor baixou para os 172 milhões.

Valor investido pelos portugueses foi inferior à média europeia

A Alemanha, o Reino Unido e a Itália foram os países onde as famílias mais investiram em artigos de mobiliário. Em contrapartida, as famílias portuguesas investiram apenas cerca de um terço do valor verificado nestes países – 213 euros, um valor muito inferior à  média europeia, que é de 401 euros.

Já as intenções de compra de móveis dos portugueses para 2009 sobem dois pontos percentuais em relação a 2008, ao contrário das intenções dos europeus, que retrocede. As pessoas com maior intenção de realizar compras de móveis têm entre 26 e 35 anos e são residentes no Litoral Centro e na Grande Lisboa. A Grande Porto é a região em que menos pessoas pretendem investir nessa área.

O Observador Cetelem apresenta dados de pesquisas realizados em 13 países europeus (Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Hungria, Itália, Sérvia, Polónia e Rússia) a mais de 10.000 pessoas. As análises e previsões foram efetuadas em Dezembro de 2008.

Fonte: http://www.verdadeiroolhar.pt/materias.php?id=7563&secao=pacos_ferreira

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